A médica Maize Oliveira, de 34 anos, moradora de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, está internada em Goiânia após ficar gravemente ferida na explosão seguida de incêndio de uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília. O acidente aconteceu no domingo (20/9). Segundo informações divulgadas por familiares e veículos que acompanham o caso, Maize sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo, passou por cirurgia e permanece em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Maize estava no Distrito Federal durante o fim de semana quando ocorreu o acidente. A embarcação transportava um grupo que havia saído de Goiás para passar os dias de descanso na capital federal. Segundo informações da Marinha, havia 15 pessoas na lancha. Os números relacionados às vítimas, porém, variaram entre os órgãos envolvidos no atendimento.
Após o acidente, a médica foi transferida para Goiânia, onde passou a receber atendimento especializado. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o quadro demanda acompanhamento intensivo e há previsão de novos procedimentos cirúrgicos.
O incêndio começou depois que a lancha apresentou dificuldades para funcionar. Relatos registrados durante a apuração indicam que foram feitas várias tentativas de dar partida no motor.
Ainda segundo os depoimentos, combustível teria sido levado até a embarcação em um galão diante da dificuldade para fazer o motor funcionar. Mesmo após a tentativa, a lancha não teria ligado.
Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina se aproximou para auxiliar o condutor. Durante novas tentativas de partida, ocorreu uma explosão, seguida pelo incêndio da embarcação. Testemunhas também relataram ter percebido fumaça antes do início das chamas.
O fogo se espalhou rapidamente pela lancha. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 16h37 e mobilizou equipes terrestres e aquáticas para atender a ocorrência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também participou do socorro às vítimas.
Outras pessoas ficaram feridas
Além de Maize, outras pessoas ficaram feridas no acidente. Segundo o CBMDF, quatro vítimas sofreram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus e foram encaminhadas em estado grave para atendimento hospitalar.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que 13 pacientes relacionados à ocorrência foram atendidos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Quatro permaneciam na unidade no momento da atualização, enquanto outros pacientes foram encaminhados, a pedido, para hospitais particulares.
A pasta não divulgou informações individualizadas sobre o estado de saúde dos feridos em razão do sigilo médico. Por isso, não há, até o momento, um quadro público detalhado sobre as condições de cada uma das vítimas.
Investigação apura causas da explosão
As circunstâncias que levaram à explosão ainda são investigadas. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Brasília, informou que instauraria um inquérito administrativo para apurar as possíveis causas do acidente e realizar a perícia na embarcação.
A Polícia Civil do Distrito Federal também informou que o Instituto de Criminalística faria uma perícia para auxiliar na investigação. Após o controle das chamas, a embarcação permaneceu sob responsabilidade da Marinha.
Os relatos sobre as tentativas de partida do motor e o eventual uso de combustível em um galão fazem parte das informações preliminares levantadas sobre o acidente, mas não estabelecem, por si só, a causa da explosão. A conclusão dependerá das perícias e das investigações realizadas pelos órgãos responsáveis.

