O cantor e compositor Rick, nome artístico de Geraldo Antônio de Carvalho, morreu aos 59 anos após a queda do helicóptero em que viajava. A tragédia ocorreu em Santa Catarina e foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (22/9).
A aeronave havia decolado de Porto Belo rumo a São Joaquim, na Serra Catarinense, sob previsão de fortes tempestades. A bordo do helicóptero — um modelo Bell 430 cedido por uma empresa de urbanismo — estavam cinco pessoas. Todos os ocupantes morreram no acidente, entre eles o empresário e palestrante Bruno Avelar, além do videomaker, piloto e copiloto.
Nascido em Monte do Carmo, no Tocantins, em 5 de dezembro de 1966, Geraldo viveu até os dez anos no meio rural, onde o rádio e o folclore local moldaram sua vocação. O início musical deu-se com a irmã na infância, formando a dupla “Sereno e Serenata”, com a qual passou a cantar em bares da noite de Brasília.
A grande virada ocorreu em 1986, quando conheceu Ivair dos Reis Gonçalves, o Renner. A união de talentos deu origem à dupla Rick & Renner, que ganhou projeção nacional na década de 1990 com o apadrinhamento dos irmãos Zezé Di Camargo & Luciano.
Ao longo de mais de 25 anos de carreira, Rick emplacou hits inesquecíveis como “Ela É Demais”, “Nos Bares da Cidade”, “Muleca” e “Cara de Pau”. Além do sucesso nos palcos, consagrou-se como um dos compositores mais requisitados da música brasileira, assinando clássicos gravados por Chitãozinho & Xororó, Daniel e Gian & Giovani.
Pausas, reencontros e vida pessoal
A trajetória ao lado de Renner enfrentou momentos de desgaste. A dupla passou por separações em 2010 e em 2015, período em que Rick formou o projeto paralelo “Dois Corações” com o cantor Giovani. O reencontro definitivo aconteceu em 2018, impulsionado pelo carinho dos fãs e sob o lema “Em nome da música”, retomando as turnês pelo país.
Discreto em relação à vida pessoal, Rick morava nos Estados Unidos. O cantor era casado há cerca de três anos com Geralda — com quem manteve uma união de três décadas oficializada na Basílica de Aparecida, em celebração conduzida pelo padre Fábio de Melo —, e deixa dois filhos, Mônica e Victor Henrique, além de netos.

