Uma mulher de 24 anos foi presa no Setor dos Funcionários, na região central de Goiânia, na tarde desta terça-feira (26/08/2025). A prisão ocorreu após seu filho de apenas oito anos levar cocaína escondida na roupa para uma escola municipal. O caso foi descoberto quando a criança mostrou a droga para a professora.
A criança afirmou que a substância pertencia à mãe e que servia “pra colocar comida dentro de casa”. A direção da escola acionou imediatamente a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Civil. A operação foi realizada de forma integrada entre as duas corporações.
As investigações confirmaram que a droga pertencia à mãe. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, conforme o art. 33 da Lei 11.343/06. O delegado Humberto Teófilo, da Central Geral de Flagrantes, forneceu mais detalhes sobre o histórico familiar.
De acordo com o delegado, o companheiro da suspeita já havia sido preso há alguns meses. A prisão anterior foi feita pela mesma equipe da Central de Flagrantes. Ele também foi preso por tráfico de drogas dentro da mesma residência onde a criança mora.
“Após a prisão dele, a Central de Flagrantes passou a receber diversas denúncias anônimas. Essas denúncias apontavam que a mulher teria assumido a venda de entorpecentes no Setor dos Funcionários”, explicou o delegado.
A polícia não divulgou a quantidade de droga apreendida, limitando-se a informar que foram “duas porções”. O nome da mulher também não foi revelado. Como o crime de tráfico não admite fiança, a mulher foi encaminhada para a Polícia Penal. Ela passará por audiência de custódia dentro de 24 horas, quando um juiz avaliará se mantém a prisão.
Três são presos por comércio de cigarros eletrônicos
Na noite de segunda-feira (25/08), a mesma equipe policial da Central Geral de Flagrantes de Goiânia prendeu três indivíduos no Setor Bueno, bairro nobre da capital. Os alvos da ação eram um empresário e seus dois funcionários, flagrados comercializando produtos proibidos em uma loja de bebidas.

Os policiais descobriram um esquema organizado para o comércio clandestino, com mercadorias ilícitas encontradas não apenas no interior do estabelecimento, mas também em um depósito subterrâneo. O produto apreendido incluiu cigarros eletrônicos, essências e acessórios diversos, com valor total estimado em R$ 400 mil.
O delegado Humberto Teófilo explicou a gravidade do caso: “O comércio de cigarros eletrônicos é proibido no Brasil pela Resolução da Anvisa (RDC 46/2009), em razão dos graves riscos à saúde, incluindo doenças respiratórias, dependência química e lesões irreversíveis”.
Os três presos foram autuados em flagrante pelo crime contra a saúde pública (art. 273, §2º-B, inciso V do Código Penal). O delegado negou o direito à fiança, mantendo os acusados sob custódia.
