Hoje é 21 de outubro de 2026 09:06

Na Fecomércio, Daniel Vilela destaca investimentos de R$ 7,4 bilhões em Goiás

Governador defende articulação com o setor produtivo e uma bancada forte no Congresso para acompanhar os impactos da Reforma Tributária
A reunião, em Goiânia, reuniu dezenas de representantes de sindicatos e entidades dos segmentos de comércio, serviços, turismo, tecnologia e segurança de diferentes regiões do Estado // Foto: Divulgação

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), defendeu a manutenção da responsabilidade fiscal e o fortalecimento da parceria entre o poder público e o setor produtivo durante encontro com a diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO). A reunião, em Goiânia, reuniu dezenas de representantes de sindicatos e entidades dos segmentos de comércio, serviços, turismo, tecnologia e segurança de diferentes regiões do Estado.

Ao abordar a situação das contas públicas, Daniel destacou a relação entre equilíbrio fiscal e capacidade de investimento. Segundo os dados apresentados, os investimentos estaduais passaram de R$ 3,87 bilhões em 2024 para R$ 7,48 bilhões em 2025. Para 2026, a previsão é de aproximadamente R$ 7,1 bilhões.

“Não há programa social, não há investimento em infraestrutura, não há investimento em inovação se não tiver responsabilidade fiscal”, afirmou.

O governador também fez referência ao cenário fiscal encontrado em Goiás em 2019, quando o Estado apresentava classificação Capag C, dívidas de curto prazo de aproximadamente R$ 6 bilhões, mais de 4,5 mil fornecedores com pagamentos em atraso e apenas R$ 11 milhões disponíveis na Conta Única do Tesouro. Ao final de 2025, Goiás registrava cerca de R$ 9,1 bilhões em caixa e classificação Capag B+, com nota A no indicador de liquidez.

Para Daniel, a melhora dos indicadores criou condições para ampliar a capacidade de investimento e manter uma agenda de desenvolvimento.

Foto: Divulgação

“Temos uma agenda a ser implementada e tenho certeza absoluta de que vamos fazer com que Goiás viva um novo momento de avanço, de crescimento, de liderança”, declarou.

Outro ponto abordado pelo governador foi a necessidade de articulação da bancada goiana no Congresso Nacional diante da implementação da Reforma Tributária. Daniel afirmou que Estados e setores econômicos precisarão acompanhar as mudanças e defender ajustes que preservem a competitividade das empresas e os interesses regionais.

“Nós somos, sem dúvida nenhuma, dependentes de uma grande representação no Congresso Nacional a partir do ano que vem”, disse.

O presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi, destacou a importância de manter um ambiente favorável aos negócios e avaliou que o desempenho econômico de Goiás tem diferenciado o Estado no cenário nacional.

“Muito nos orgulha podermos falar que Goiás é quase uma ilha no Brasil em termos qualitativos, em termos econômicos, em termos de crescimento”, afirmou.

Economia de R$ 26 bilhões ao Estado

A aproximação entre governo e setor produtivo também foi relacionada à formação profissional. Daniel citou a adesão de Goiás ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que, segundo ele, poderá gerar economia de R$ 26 bilhões ao Estado ao longo dos próximos anos. Entre as contrapartidas está a ampliação dos investimentos em ensino técnico. O governador afirmou que mais de 10 mil jovens já foram atendidos em iniciativas de ensino técnico e ensino médio desenvolvidas em parceria com o Senac.

Durante o encontro, a candidata ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil), também defenderam a continuidade das políticas adotadas pelo grupo político. A reunião contou ainda com representantes de entidades ligadas ao comércio varejista e atacadista, distribuição, setor imobiliário, gastronomia, turismo, tecnologia, segurança e outros segmentos.

Foto: Divulgação

A agenda reforçou a busca do governo estadual por diálogo direto com setores responsáveis pela atividade econômica e colocou a situação fiscal, a formação profissional e os efeitos da Reforma Tributária entre os principais temas de interesse para a relação entre Estado e setor produtivo.

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