A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (8/10), uma operação em Goiânia para desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes fiscais e sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), a ofensiva resultou em duas prisões e no bloqueio imediato de R$ 4 milhões em bens dos investigados.
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais fraudulentas e suprimir o recolhimento de impostos estaduais. Para ocultar os verdadeiros responsáveis e proteger o patrimônio, a organização colocou uma pessoa em extrema vulnerabilidade social como “laranja” no quadro societário.
O nível de audácia do esquema chamou a atenção da força-tarefa policial. A apuração revelou que, mesmo após o falecimento da pessoa utilizada como interposta, os criminosos continuaram praticando atos empresariais fraudulentos e mantendo os registros ativos para movimentar o esquema.
A operação teve como principais alvos dois articuladores da fraude: o suposto beneficiário final — que possui histórico policial por estelionato, porte de armas e irregularidades no setor de laticínios — e um contador acusado de usar suas prerrogativas técnicas para sustentar as irregularidades.
Durante a ação, as equipes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais na capital. A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de contas bancárias, ativos financeiros e frotas de veículos até o limite do prejuízo estimado aos cofres públicos.

