Hoje é 20 de outubro de 2026 09:14

‘Eleição está aberta e não terá goleada’, prevê analista na Fieg

Diretor do Paraná Pesquisas projeta cenário para 2026, analisa peso da corrupção e faz alerta contra o uso antecipado do voto útil
Murilo Hidaldo, diretor do Grupo Paraná Pesquisas, alerta empresários na Fieg sobre impacto da corrupção e desaconselha uso do voto útil no primeiro turno // Fotos: Divulgação

O cenário para as eleições presidenciais de 2026 permanece em aberto e promete ser marcado por um acirramento intenso até a reta final. A avaliação é de Murilo Hidalgo, diretor do Grupo Paraná Pesquisas, que participou nesta quinta-feira (6/8) do evento Brasil em Movimento, realizado na Casa da Indústria, em Goiânia. Segundo o especialista, o início da propaganda eleitoral na próxima semana mudará a dinâmica da disputa, exigindo cautela na leitura dos levantamentos atuais.

“As eleições no Brasil estão começando, não estão terminando. Vejo uma disputa muito aberta, acirrada e sem margem para goleada”, afirmou o diretor do instituto de pesquisas, apontando a tendência de polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

Para os nomes da terceira via — como os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema —, o analista enxerga um caminho complexo. No caso específico de Caiado, ele apontou que o avanço depende de conquistar o eleitorado de Flávio Bolsonaro, aproveitando temas como a segurança pública em Goiás de forma equilibrada para dialogar com a periferia das grandes capitais.

Outro fator decisivo apontado no encontro é o retorno da pauta anticorrupção ao topo das preocupações dos brasileiros, ultrapassando temas como segurança e saúde. Para o especialista, esse movimento torna os candidatos extremamente vulneráveis a eventuais denúncias na reta final da campanha.

Historicamente, episódios imprevisíveis costumam alterar o rumo das urnas no país. O palestrante lembrou eventos de pleitos anteriores para reforçar que fatores econômicos, como renda e inflação dos alimentos, somados ao imponderável, ainda vão ditar a decisão do eleitor.

Por fim, o convidado fez um apelo contra a prática do voto útil logo na primeira etapa do pleito. Segundo ele, o eleitorado tem utilizado o primeiro turno de forma reativa apenas para impedir a vitória de determinados nomes, esvaziando o surgimento de novas lideranças.

“Por que a eleição brasileira tem dois turnos? Para que o eleitor não faça voto útil já no primeiro. Ele deve votar no candidato que acha melhor e mais preparado, deixando a escolha pragmática para o segundo turno”, concluiu o palestrante.

Fieg defende diálogo e impacto do cenário político nos investimentos

A abertura do encontro foi marcada por uma mensagem em prol do debate plural diante do acirramento político nacional. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, destacou que o combate à polarização passa pela tolerância e pela manutenção de espaços de reflexão estratégica.

“Um dos grandes desafios que temos hoje no País é justamente a polarização política. A melhor maneira de enfrentar isso é continuarmos nos encontrando, dialogando e refletindo com respeito”, ressaltou André Rocha.

André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás: diálogo e reflexão para enfrentar a polarização

O líder empresarial e outros representantes do setor produtivo enfatizaram que a imprevisibilidade eleitoral afeta diretamente o ambiente de negócios. Para o segmento industrial, a clareza sobre o rumo político e econômico é indispensável para definir novos aportes e estratégias corporativas.

“Os empresários estão ansiosos para entender o cenário e projetar novos investimentos com segurança”, pontuou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna. A Fieg confirmou que os próximos painéis abordarão economia global, custos de produção e geopolítica.

Quer receber nossas notícias em seu whatsapp?

Compartilhar em:

Notícias em alta

Jojobet giriş · meritbet giriş · bets10 giriş · tipobet giriş · onwin giriş