Os partidos começam a definir os integrantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Limpa Gyn na Câmara de Goiânia. A CEI tem o objetivo de apurar eventuais irregularidades na prestação do serviço de limpeza da capital pelo consórcio privado. A definição ocorre em meio a demissões de aliados do prefeito Sandro Mabel, vistas como retaliação.
Alguns nomes já estão definidos para a comissão. O vereador Cabo Senna (PRD), autor da proposta de criação da CEI, será um dos integrantes. O MDB, maior bancada, indicou Pedro Azulão Jr. e Luan Alves. O PT indicou Fabrício Rosa e o União Brasil, Lucas Kitão.

Ainda faltam indicações do PL e do Solidariedade. Os nomes de todos os integrantes devem ser informados ao presidente do Legislativo, Romário Policarpo (PRD), até esta quinta-feira (28/8).
Nesta segunda-feira (25/8), o prefeito Sandro Mabel exonerou Diogo Franco, irmão do vereador Igor Franco (MDB), da Secretaria de Desenvolvimento. Igor Franco é líder do prefeito na Câmara, mas assinou a proposta de criação da CEI.
No mesmo dia, foi exonerado Eduardo Vinicius Peixoto Trindade, irmão do vereador Denício Trindade (UB), outro articulador da comissão. O Diário Oficial também trouxe várias outras exonerações que podem ter atingido indicados de vereadores.
Durante a sessão desta terça-feira (26/8), Cabo Senna reafirmou o objetivo da investigação.
“Ninguém quer adquirir cargos, o que nós queremos aqui é fiscalizar uma empresa que por mês recebe mais de R$ 20 milhões com um contrato assinado de mais de R$ 500 milhões”, disse.
Ele acrescentou: “A cidade está suja, e vocês estão vendo, vocês estão divulgando fotos e vídeos da sujeira da cidade. A sociedade nos confiou o nosso mandato, e ela nos cobra uma fiscalização mais firme”.

O vereador Luan Alves (MDB) anunciou durante a sessão que abriu mão dos cargos e indicações que possuía na prefeitura. Segundo ele, a decisão foi tomada após orientação do líder de seu grupo político, o deputado estadual Clécio Alves (Republicanos), que é seu pai, crítico da gestão Sandro Mabel.
“Entreguei todos os nossos espaços contemplados pela prefeitura, em torno de cinco a seis pessoas”, afirmou.
Ele explicou que a decisão foi tomada para evitar interpretações de que estaria usando manobras para obter mais cargos.
“Para também me solidarizar e expressar a minha vontade, que não é de barganhar, de ganhar mais espaço, assim a gente abriu mão de nossos espaços na prefeitura”.
No entanto, Alves negou que esteja indo para a oposição: “O que for bom para a cidade de Goiânia, vai contar com nosso apoio”.
