Hoje é 7 de março de 2026 16:05

PCGO apura furto de mais de 100 computadores da Secretaria de Economia

Investigados são alvo de 15 mandados de busca e oito de prisão, preventiva e temporária, em cidades de Goiás e outros três estados
Segundo a polícia, esquema contava com participação de servidores terceirizados, prestadores de serviço e uma rede de receptadores // Fotos: PCGO

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (2/12) a Operação Parasita, destinada a combater um esquema de subtração e receptação de computadores do governo estadual. No total, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão, preventivas e temporárias.

As diligências policiais ocorreram em endereços de Goiânia, Aparecida de Goiânia e em outros três estados da federação. A operação contou com o apoio das polícias civis do Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais. Um dos receptadores foi preso em flagrante durante as buscas em Goiânia.

As investigações da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária apontam que mais de 100 computadores e monitores foram desviados da Secretaria de Estado da Economia. Os equipamentos eram vendidos a preços muito inferiores ao de mercado para comerciantes, que os revendiam.

Equipamentos eram vendidos a preços muito inferiores ao de mercado para comerciantes, que os revendiam

O desvio foi identificado pela própria Secretaria da Economia em abril de 2025. Após a descoberta, os envolvidos foram desligados e o caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação. Vários dos computadores furtados já foram recuperados.

De acordo com as apurações, o esquema era liderado por um ex-servidor terceirizado que atuava há anos na área de patrimônio e almoxarifado da pasta. Ele teria se aproveitado do acesso privilegiado e da confiança para movimentar e ocultar os equipamentos públicos.

O suspeito chegou a afirmar a um conhecido “que não tinha ido para o patrimônio à toa”, indicando um planejamento prévio para a execução dos desvios.

Terceirizados e rede de receptadores

O grupo criminoso contava ainda com a participação de outros terceirizados, prestadores de serviço e uma rede de receptadores que escoava a mercadoria.

Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e receptação. As penas combinadas para esses delitos podem variar de sete a 15 anos de reclusão.

Os nomes das pessoas e empresas envolvidas no esquema não foram divulgados pela Polícia Civil neste momento da operação.

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