A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16/10), a segunda fase da “Operação Carta Marcada”, voltada ao esclarecimento do homicídio do ex-prefeito de Pontalina, José Porto Andrade, de 88 anos. A ofensiva cumpre quatro mandados de prisão temporária e ordens de busca e apreensão contra sete investigados localizados nos municípios de Jacundá e Rondon do Pará, ambos no estado do Pará.
A ação é coordenada por policiais do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas e da Delegacia de Polícia de Pontalina, integrante da 19ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA). Além das prisões efetuadas nesta fase, as equipes apreenderam 12 armas de fogo, incluindo a pistola que teria sido utilizada pelo executor no momento do crime.
O ex-prefeito foi atingido por diversos disparos de arma de fogo na porta de sua residência, em Pontalina, no dia 21 de julho de 2026. Na ocasião, um homem chegou ao local de motocicleta, efetuou os tiros e fugiu em seguida, conforme registrado por câmeras de segurança. Socorrido e transferido para uma unidade hospitalar em Aparecida de Goiânia, a vítima permaneceu internada por 15 dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 5 de agosto.
As investigações apontam que o crime teria sido motivado por uma desavença decorrente de um jogo de cartas (caxeta). A primeira etapa da operação ocorreu em 14 de agosto, quando a polícia identificou e prendeu o suspeito de mandar executar o ex-prefeito — o primo da vítima, Clovis Guimarães —, além de três intermediários. Apurou-se que o mandante ofereceu R$ 100 mil para a realização do assassinato.
Também no âmbito da primeira fase, um dos investigados foi detido sob a suspeita de ter auxiliado na aquisição da motocicleta utilizada no atentado. Em depoimento prestado às autoridades, ele alegou que não tinha conhecimento de que o veículo seria empregado no cometimento do homicídio.
O foco central das diligências na etapa deflagrada nesta sexta-feira é aprofundar a identificação dos intermediários do crime, capturar o segundo executor e rastrear a movimentação financeira ligada ao pagamento pela execução. As defesas dos investigados citados não foram localizadas para se manifestar até a última atualização.

