A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (10/2) a Operação Fake Family. A ação, parte da Operação Verão, visa reprimir crimes de estelionato praticados por meio de fraude eletrônica, especificamente o “golpe do falso familiar” ou “golpe do novo número”.
A iniciativa é uma parceria entre a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Goiás e a Delegacia de Polícia de Arroio do Sal, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Em Goiânia, foram cumpridas quatro ordens de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça gaúcha.
A investigação apurou que os criminosos usavam aplicativos de mensagem para se passar por familiares das vítimas. Com falsas alegações de urgência, eles induziam as pessoas ao erro para obter transferências bancárias via Pix. Os valores recebidos eram rapidamente movimentados entre contas de terceiros para dificultar o rastreamento.

O caso que originou as apurações teve como vítima um idoso de 71 anos, morador de Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul. Ele teve um prejuízo de R$ 2.997 mil após ser enganado por indivíduos que se passaram por seu filho.
Devido à natureza dos crimes patrimoniais eletrônicos, que costumam ser reiterados e em massa, a polícia trabalha com a hipótese de que existam outras vítimas. O prejuízo financeiro total também pode ser superior ao inicialmente identificado, o que seguirá sendo investigado.
Até o momento, quatro pessoas foram presas: três homens, de 20, 21 e 37 anos, e uma mulher de 29 anos. A polícia também apreendeu uma quantia em dinheiro durante as diligências.
“O dinheiro apreendido poderá ser usado para ressarcir vítimas”, afirmou a delegada Lara Soares, da Polícia Civil de Goiás.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.
