O psicólogo Arthur Vinicius Silva Lima, de 32 anos, matou o cantor Bruno Duarte porque não aceitava o relacionamento da vítima com sua ex-esposa. A Polícia Civil de Goiás confirmou que o crime ocorreu no último sábado (26/7) no Bosque dos Buritis, em Goiânia.
O delegado Vinicius Teles afirmou que o suspeito admitiu o crime, mas alegou legítima defesa.
“Ele confessou que realmente matou, mas alegou que foi em legítima defesa. Ele argumentou que de fato o Bruno tinha um relacionamento com a ex-mulher dele, e que isso mexeu muito com ele”, disse o delegado.
A polícia descarta a versão de legítima defesa. Investigadores afirmam que Arthur usou um perfil falso para atrair Bruno até o local do crime.
Uma testemunha presenciou o momento do assassinato e relatou que o psicólogo desferiu múltiplos golpes contra a vítima já indefesa no chão.
“Mesmo com Bruno imóvel, ele voltou e deu mais facadas no pescoço”, detalhou o delegado. O suspeito fugiu imediatamente após o crime.
Arthur foi preso em flagrante na segunda-feira (28/7) em Catalão. Ele estava tentando fugir em um veículo com ajuda do pai.
Em vídeo divulgado em rede social, feito aparentemente logo após a prisão, Arthur Vinícius confessa o crime e disse ter se sentido “humilhado” pela vítima.
“Eu encontrei ele por acaso e ele começou a me humilhar… Ele levou minha [ex]mulher e meus filhos pra casa dele, ele me chamou de corno, aí eu fiquei nervoso e tentei brigar com ele. Só que eu não sei se ele estava com medo, ele tinha uma faca, ele puxou, a gente se enrolou no chão e eu consegui tomar a faca dele. Mas eu não sabia que ele tinha morrido. Quando eu fui embora, eu achei que ele ia ser socorrido”, contou.
A defesa mantém a tese de legítima defesa. Alega que Arthur reagiu a agressões verbais e usou um canivete contra a faca da vítima (veja nota ao final).
O Instituto Federal de Goiás, onde ambos tinham vínculos, lamentou a morte e informou que aguarda notificação oficial para medidas administrativas (veja nota ao final).
A defesa de Arthur promete comprovar legítima defesa. O Conselho de Psicologia informou que processos éticos tramitam em sigilo.
Entenda o caso
Bruno Duarte foi encontrado morto com múltiplos ferimentos de faca. O crime ocorreu na noite de sábado no Bosque dos Buritis. Arthur Vinicius trabalhava como psicólogo no IFG. Foi preso dois dias depois tentando fugir para Catalão.
A polícia investiga possível premeditação. O motivo seria o relacionamento entre Bruno e a ex-mulher do acusado.
Testemunhas descreveram crueldade no crime. Relataram golpes fatais desferidos mesmo com a vítima incapacitada.
O corpo de Bruno foi velado no domingo (27/7). Amigos homenagearam o músico nas redes sociais.
Nota da defesa
No dia dos fatos, o Arthur encontrou-se com Bruno no Parque dos Buritis por acaso, sendo agredido verbalmente e, em legítima defesa, utilizou um canivete para se defender de uma faca. Não houve premeditação ou emboscada, sendo a luta corporal uma reação imediata à agressão sofrida. Que a defesa vai impetrar pedidos de liberdade e provar a legitima defesa durante instrução do processo.
Nota do Instituto Federal de Goiás
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) informa que ainda não foi notificado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídio da Polícia Civil de Goiás a respeito do inquérito que apura o assassinato de um estudante do Câmpus Goiânia.
O crime ocorreu no último final de semana em Goiânia, e o suspeito de praticar o homicídio, um servidor do Câmpus Águas Lindas, foi preso nesta segunda-feira, em Catalão, pela Polícia Militar de Goiás.
Em razão da gravidade dos fatos divulgados pela imprensa, o IFG aguarda ser notificado formalmente pelas autoridades policiais para que possa iniciar os procedimentos administrativos cabíveis nesses casos.
O IFG reitera a sua incessante defesa pela vida, pela não violência e lamenta profundamente a morte prematura do nosso estudante, ao mesmo tempo que se solidariza com a família e os amigos enlutados.

