Uma drogaria localizada na região Noroeste de Goiânia foi novamente interditada em uma operação conjunta envolvendo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) e as Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual. O comércio, que já havia sido fechado em fevereiro por falta de responsável técnico e ausência de alvará sanitário, rompeu os lacres oficiais para voltar a funcionar.
No local, os fiscais constataram péssimas condições de higiene e o descarte irregular de agulhas e seringas usadas no lixo comum. Além disso, foram apreendidos medicamentos vencidos nas gôndolas, receitas médicas de controle especial assinadas e carimbadas em branco e indícios de fracionamento de injetáveis.
“Em uma ação conjunta com as Vigilâncias Sanitárias Municipal e de Goiânia, cumprimos mandados de busca em uma distribuidora e revendedora de medicamentos na região Noroeste da capital”, explica o delegado Khlisney Kesser.
Entre as irregularidades mais graves, a polícia identificou o uso e a comercialização de substâncias sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como ampolas de tirzepatida — produto conhecido como o “Mounjaro do Paraguai” — e o antigo composto ‘pílulas contra’, de origem e fabricação desconhecidas.
“Esse tipo de produto vem sendo vendido em larga escala na internet e anunciado nas redes sociais, o que configura um crime que a Delegacia do Consumidor já está apurando”, afirma o delegado.
Khlisney Kesser acrescenta que remédios com validade expirada estavam diretamente expostos ao consumidor e reforça a periculosidade dos itens apreendidos.
“Apesar da proibição, esse item ainda é largamente comercializado em pontos clandestinos de Goiânia. O local foi interditado, e os envolvidos foram conduzidos à delegacia para prestarem depoimento e dar sequência às investigações”, conclui o delegado.
Todos os produtos irregulares foram apreendidos e lacrados pelas autoridades, que recolheram as chaves do imóvel. O proprietário do estabelecimento foi intimado e responderá no âmbito administrativo junto à Vigilância Sanitária, além de encarar processo criminal conduzido pela Polícia Civil.

