Hoje é 15 de abril de 2024 03:39
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Polícia investiga farmácias por venda irregular de anabolizantes e remédios controlados

Foram apreendidos medicamentos de uso controlado, receitas falsas, carimbos, aparelhos celulares e computadores; fornecedores e compradores também são investigados

A Polícia Civil apreendeu, nesta terça-feira (10/1), medicamentos de uso controlado, receitas falsas e carimbos. A operação foi realizada em farmácias que são investigadas por vender anabolizantes e remédios psiquiátricos de forma clandestina em Goiânia.

A Operação Receita em Branco também investiga fornecedores das receitas e os compradores dos medicamentos clandestinos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.

No total, foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, sendo dois em estabelecimentos e um na residência de um dos suspeitos. 

A polícia não informou os setores onde aconteceram as apreensões para manter em sigilo as investigações. A primeira fase da operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal. 

De acordo com o delegado Khlisney Kesser, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a polícia fez um cruzamento de dados para descobrir a procedência dos remédios.

Além disso, o delegado explica que toda receita, seja de hospital público ou particular, tem que ter um controle. 

Dessa forma, os policiais fizeram contato direto com os emissores e enviaram fotos das receitas com o número e o carimbo de assinatura, momento em que descobriram as irregularidades.

“Imediatamente alguns médicos reconheceram aqueles carimbos ou assinaturas como não sendo deles”, diz o delegado.

Aproximadamente 100 caixas de remédios foram apreendidas. Além da irregularidade das receitas, alguns medicamentos estavam armazenados de forma clandestina e impróprios para uso.

A operação também apreendeu aparelhos celulares e computadores. Segundo o delegado, a partir do material apreendido, será possível localizar novos envolvidos, tanto fornecedores quanto compradores.

A priori, ninguém foi preso, porém, o delegado afirma que com o material coletado vai ser possível embasar o pedido de prisão dos suspeitos nas próximas etapas da operação.

“Caso seja comprovado, os envolvidos podem responder por crime de drogas, associação criminosa e falsificação de documentos. As penas podem chegar até 20 anos de reclusão”, ressalta Khlisney Kesser.

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