Hoje é 7 de março de 2026 12:20

Polícia prende mentor de sequestro de empresário paulista em Goiânia

Suspeito foi detido no aeroporto de Brasília após deixar o país rumo aos Estados Unidos; dois comparsas morreram em confronto com a PM
Segundo investigação, suspeito atraiu a vítima a Goiânia com a promessa de “participação em uma reunião de negócios” // Fotos: PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quinta-feira (3/7) o homem apontado como mentor intelectual de um sequestro-relâmpago contra um empresário de São Paulo em Goiânia. Identificado como Josemar Alencar Linhares de Oliveira, ele foi detido preventivamente dentro de uma aeronave no Aeroporto Internacional de Brasília.

Segundo a investigação do Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em cooperação com a Polícia Federal, o suspeito, que atuava como assessor parlamentar da Assembleia Legislativa de Goiás, atraiu a vítima a Goiânia com a promessa de “participação em uma reunião de negócios”.

Hospedado em hotel no Setor Marista, o empresário foi conduzido em veículo até o local marcado, onde dois comparsas armados o renderam, aplicaram agressões físicas e o mantiveram em cárcere privado.

Os criminosos exigiram transferências via PIX e chegaram a receber R$?6.813,28 antes de abandonar a vítima em uma estrada vicinal da GO-147. Socorrido por um caminhoneiro, o empresário está fora de perigo.

“Os autores pretendiam inicialmente obter a transferência de vultuosas quantias, entretanto, diante de dificuldades, conseguiram apenas esse valor”, explica a Polícia Civil.

Na sequência das diligências, a Polícia Militar localizou dois comparsas na zona rural de Davinópolis (GO). Eles reagiram à abordagem e morreram em confronto. Um terceiro executor já foi preso; as investigações prosseguem para identificar um quarto envolvido, ainda foragido.

Fuga frustrada e prisão em aeroporto

O mentor saiu do Brasil em 1º de julho e foi rastreado após publicar fotos da viagem em redes sociais. A Superintendência da PF em Goiás coordenou sua recondução ao Aeroporto de Brasília, onde o mandado preventivo foi cumprido. O detido foi imediatamente exonerado pela Assembleia Legislativa.

A divulgação do nome do suspeito seguiu a Lei nº?13.869/2019 e norma interna da PCGO, “diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas”. A defesa do suspeito ainda não foi localizada; o caso segue sob sigilo.

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