Um homem foi preso preventivamente, nesta quinta-feira (15/10), em Rio Verde, no Sudoeste goiano, suspeito de praticar extorsão e agiotagem e de ameaçar de morte familiares de um homem que teria uma dívida. Segundo a Polícia Civil, o investigado teria utilizado uma arma de fogo para intimidar parentes do devedor e pressionar pelo pagamento.
A prisão ocorreu durante a Operação Cobrança Final, deflagrada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri), vinculado à 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). Na ação, os policiais cumpriram mandados judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão.
De acordo com as informações divulgadas pela corporação, as ameaças teriam ocorrido na residência da família. Entre as pessoas intimidadas estaria um idoso em situação de vulnerabilidade, apontado em relatos divulgados pela imprensa como pai do devedor. Ele não teria participado do empréstimo que deu origem à cobrança.
O caso é investigado para esclarecer as circunstâncias das ameaças, a natureza da dívida e a possível utilização de práticas criminosas para exigir o pagamento.
Informações publicadas pela CBN Goiânia indicam que um veículo teria sido entregue como garantia do débito, embora seu valor fosse superior ao montante da dívida. A investigação também apura cobranças dirigidas a pessoas que não teriam participado do empréstimo original.
Se confirmadas, essas circunstâncias poderão ajudar a esclarecer como o investigado conduzia as negociações e quais métodos teriam sido utilizados para pressionar os envolvidos. A apuração deverá verificar, ainda, a relação entre o valor cobrado, a garantia oferecida e as ameaças relatadas pelas vítimas.
A Polícia Civil não divulgou o valor da dívida nem a identidade do investigado nas informações disponíveis.
Polícia apreende arma e documentos
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais recolheram uma arma de fogo, aparelhos celulares, veículos e documentos. O material será submetido à análise da equipe responsável pelo caso e poderá contribuir para esclarecer as operações financeiras e as formas de cobrança investigadas.
A apreensão também poderá auxiliar na verificação de eventuais contatos, registros e documentos relacionados às negociações. A Polícia Civil não detalhou a quantidade de veículos recolhidos nem informou se outros suspeitos são investigados.
A Operação Cobrança Final foi conduzida pelo Gepatri, unidade especializada na apuração de crimes patrimoniais. O cumprimento das medidas judiciais integra as diligências para reunir elementos sobre as condutas atribuídas ao homem preso.
Investigação continua

O investigado permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil continua apurando os fatos para esclarecer a dinâmica das cobranças, identificar eventuais outras pessoas envolvidas e concluir o inquérito.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. As suspeitas de extorsão e agiotagem ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, com garantia do direito de defesa e da presunção de inocência.

