Hoje é 8 de outubro de 2026 01:59

Polícias de Goiás e DF prendem cinco por golpe do falso parente

Ação conjunta de delegacias cibernéticas desarticulou esquema que vendia "kits" com dados de vítimas e gerou, até o momento, R$ 73 mil em prejuízos
Além das prisões, durante a operação contra o golpe do falso parente foram apreendidos aparelhos celulares e computadores pelas polícias do Distrito Federal e Goiás // Foto: Divulgação/PCGO

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil de Goiás, em ação conjunta com a DRCC/Decor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou nesta quarta-feira (7/10) a Operação Atrás das Grades. A investigação desarticulou uma organização criminosa especializada no “golpe do falso parente” pelo WhatsApp e cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca em Goiânia, Ceilândia (DF) e Taguatinga (DF).

Ao todo, as equipes policiais prenderam três homens (de 31, 38 e 48 anos) e duas mulheres (de 24 e 46 anos). A apuração revelou que os suspeitos se passavam por filhos ou familiares para solicitar transferências bancárias urgentes, acumulando ao menos 19 ocorrências vinculadas ao grupo entre novembro de 2025 e maio de 2026.

Conforme as delegacias especializadas, a estrutura da organização ia além da aplicação direta dos golpes. Os investigados também montavam e vendiam as chamadas “grades” — pacotes com dados pessoais das vítimas, fotos e roteiros de conversa. O grupo dividia-se em núcleos: um para habilitar chips em nome de terceiros e outro, em Goiânia, encarregado de testar as linhas e criar as contas no aplicativo.

Segundo o delegado João Guilherme Carvalho, da PCDF, as apurações começaram em maio de 2026, quando uma vítima foi abordada por um perfil falso utilizando a foto e o nome de seu filho. O prejuízo já identificado é de R$ 73 mil, com golpes aplicados até contra idosos de 75 e 83 anos. Em um único caso, a vítima perdeu mais de R$ 53 mil.

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, computadores e dispositivos digitais que passarão por perícia. Para assegurar a reparação dos danos e descapitalizar a quadrilha, a Justiça decretou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados e de empresas vinculadas.

Os envolvidos responderão por organização criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica — com agravante por ter sido praticado contra idosos — e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 26 anos de reclusão.

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