Hoje é 21 de julho de 2024 15:55
Hoje é 21 de julho de 2024 15:55

Preço de materiais escolares tem variação de até 441,67%, afirma Procon Goiás

Procurar lojas que dão descontos em compras volumosas, analisar produtos do ano letivo anterior que ainda podem ser reaproveitados são algumas dicas do órgão para economizar na hora de ir às compras

Uma pesquisa realizada pela Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon Goiás), entre os dias 20 e 27 de dezembro de 2022, mostrou a variação dos preços de produtos de materiais escolares nas papelarias e lojas do ramo. No total, foram comparados os valores de 119 produtos.

O objetivo da análise é informar os compradores sobre produtos em valores mais acessíveis, principalmente neste período de volta às aulas.

Dessa forma, equipes técnicas do Procon Goiás visitaram 15 estabelecimentos de diferentes portes que estão localizadas em diversas regiões de Goiânia, como Campinas, setor Oeste, Central, Nova Suíça, Bueno, Morada do Sol, dos Funcionários e Vila Nova. 

A diferença mais alta de preços atingiu 441,67%, notada no valor da caneta esferográfica, encontrada entre R$ 1,20 e R$ 6,50. Lancheira (373,26%), apontador simples (366,67%), pincel de pintura com cerda chata (345,67%) e apontador de plástico com furo e depósito (297,50%) fecham a lista das cinco maiores variações.

Ainda, de acordo com a pesquisa, produtos como giz de cera fino (82,63%), caneta esferográfica (58,70%), cola líquida branca (57,14%), tela para pintura (55,35%) e bloco de papel colorido (45,61%) apresentaram as maiores variações na média de preços em comparação com o mesmo período de 2022. 

Já por outro lado, borracha branca (-11,26%), TNT fino (-10,84%), lápis preto número dois (-9,22%), caixa de tinta guache (-5,30%) e lapiseira (-4,46%) tiveram queda no valor.

O Procon Goiás também alerta que produtos como álcool, tinta para impressora e papel higiênico não podem ser cobrados na lista de material escolar, uma vez que são de responsabilidade da instituição que já recebe o valor da mensalidade para o custeio. 

Apenas itens ligados ao processo didático-pedagógico dos estudantes, de preferência que tenham durabilidade, podem ser solicitados. Além disso, a unidade de ensino não pode exigir marca, modelo ou estabelecimento comercial exclusivo para a aquisição deles. 

Em relação aos uniformes, a venda pode sim ter exclusividade, desde que a escola não incorra em prática abusiva na cobrança.

Confira dicas para economizar na hora de ir às compras

O órgão ainda orienta pesquisar com antecedência os produtos antes de ir às compras. Procurar lojas que concedem descontos em compras volumosas também é um trunfo positivo neste momento.

Se possível, evite levar as crianças para o momento da compra, uma vez que elas têm tendência a desejar produtos de marca e da moda, geralmente mais caros e nem sempre de qualidade.

Outra observação é sobre produtos do ano letivo anterior que ainda podem ser reaproveitados. Compras no mercado informal podem gerar dor de cabeça, mesmo com preço mais em conta. 

É importante sempre exigir nota fiscal. O prazo para reclamações sobre danos varia de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis.

Os dados completos sobre a pesquisa comparativa podem ser encontrados no site do Procon Goiás (procon.go.gov.br).

Compartilhar em:

Notícias em alta