Hoje é 19 de outubro de 2026 09:23

Preço do gás de cozinha varia até 25% entre revendedoras de Goiânia

Pesquisa do Procon Goiás encontrou botijão de 13 quilos entre R$ 100 e R$ 125 na região Norte; levantamento avaliou 21 estabelecimentos
Os dados mostram que não há um valor único praticado pelas revendedoras e que o preço pode mudar de acordo com o estabelecimento e a modalidade de compra // Foto: Divulgação

O preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos pode variar até 25% entre revendedoras de uma mesma região de Goiânia. A diferença foi identificada em pesquisa realizada pelo Procon Goiás entre os dias 23 e 25 de setembro, que avaliou 21 estabelecimentos distribuídos pelas regiões Norte, Centro-Oeste, Sul, Sudoeste e Leste da capital.

O levantamento considerou duas modalidades de compra: diretamente no estabelecimento e com entrega em domicílio. Os resultados mostram que a comparação entre diferentes pontos de venda pode representar uma diferença significativa no valor pago pelo consumidor, especialmente em um produto de uso frequente nas residências.

A maior variação encontrada ocorreu na região Norte. Para o botijão com entrega em domicílio, os preços pesquisados ficaram entre R$ 100 e R$ 125, diferença de R$ 25 entre o menor e o maior valor encontrado. Em termos percentuais, a variação chegou a 25% considerando o preço mais baixo como referência.

Na região Centro-Oeste, a diferença também foi expressiva. Na compra realizada diretamente no estabelecimento, os valores encontrados ficaram entre R$ 105 e R$ 130, uma variação superior a 23%. A diferença de R$ 25 entre os extremos mostra que o consumidor pode encontrar preços distintos mesmo em pontos de venda localizados dentro de uma mesma área da cidade.

Diferenças também aparecem em outras regiões

A pesquisa identificou variações de preços também nas regiões Sul e Sudoeste de Goiânia. No Sul, a maior diferença ocorreu na modalidade de entrega em domicílio, com valores entre R$ 110 e R$ 125. A variação foi superior a 13%.

Já na região Sudoeste, a diferença chegou a quase 15% na compra diretamente no estabelecimento. Os preços encontrados pelo Procon Goiás ficaram entre R$ 105 e R$ 120.

Os dados mostram que não há um valor único praticado pelas revendedoras e que o preço pode mudar de acordo com o estabelecimento e a modalidade de compra. Por isso, a orientação do órgão é que o consumidor pesquise antes de fechar a compra.

Além do valor anunciado, é importante considerar o custo da entrega quando essa opção for utilizada. Dependendo da distância e da política da revendedora, o preço final pode ser diferente daquele encontrado para a retirada no próprio estabelecimento.

Consumidor deve observar condições do botijão

A pesquisa de preços também serve como alerta para que o consumidor não escolha o produto apenas pelo menor valor. O Procon Goiás orienta que, antes da compra, seja verificada a condição física do botijão.

O consumidor não deve aceitar recipientes enferrujados, amassados ou que apresentem problemas na alça ou na base. Também é necessário conferir a identificação da companhia responsável pelo produto e observar as condições da válvula.

Outro cuidado é evitar botijões comercializados por veículos ou pontos de venda clandestinos. Segundo a orientação do Procon, esses produtos podem não ter passado pelos testes de segurança, manutenção e vistorias exigidos para a comercialização regular do gás de cozinha.

A compra deve ser feita em revendedoras autorizadas, que tenham condições de garantir a procedência e a segurança do produto. A recomendação é especialmente importante porque eventuais problemas no recipiente ou no sistema de instalação podem representar risco de vazamento e acidentes dentro das residências.

Mangueira e regulador também exigem atenção

Os cuidados não terminam na escolha da revendedora. O Procon Goiás orienta que a mangueira e o regulador de gás sejam substituídos a cada cinco anos ou antes disso, caso apresentem algum vício ou defeito.

Depois da instalação do botijão, o consumidor pode verificar se existe vazamento utilizando espuma de sabão nas conexões. A formação de bolhas indica a necessidade de atenção. O procedimento deve ser feito sem a utilização de qualquer chama ou outro método que possa provocar faíscas.

Se o vazamento persistir, a recomendação é levar o botijão para um local aberto e bem ventilado e entrar em contato com a empresa responsável pela entrega ou pelo fornecimento do produto. O consumidor não deve tentar resolver sozinho um problema que envolva vazamento de gás.

Pesquisa pode reduzir o gasto

Com diferenças que chegam a R$ 25 entre os estabelecimentos pesquisados, a pesquisa de preços aparece como uma medida simples para reduzir o custo da compra. A comparação é especialmente relevante para famílias que utilizam o botijão regularmente e precisam substituir o produto com frequência.

O levantamento realizado em Goiânia reforça ainda a importância de comparar não apenas o preço anunciado, mas também as condições de entrega e a procedência do botijão. A economia obtida na compra não deve ocorrer em detrimento da segurança.

Para o consumidor, a principal orientação é verificar diferentes revendedoras antes de fazer o pedido e optar por estabelecimentos regularizados. Dessa forma, é possível buscar o menor preço dentro de condições adequadas de segurança e procedência.

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