Hoje é 21 de outubro de 2026 10:57

Prédio abandonado há 30 anos terá obras retomadas no Centro de Goiânia

Imóvel na esquina da Avenida Araguaia com a Rua 2 deverá receber apartamentos para locação por temporada; proprietários também vão reforçar a estrutura de proteção do local
A proposta é instalar apartamentos para locação por meio de plataformas como o Airbnb, criando uma nova utilização para um prédio que permaneceu sem atividade por décadas // Foto: Joabe Mendonça

Um prédio abandonado há mais de 30 anos, na região central de Goiânia, deverá ter as obras retomadas para receber apartamentos destinados à locação por temporada. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20/10) pelo prefeito Sandro Mabel. Localizado na esquina da Avenida Araguaia com a Rua 2, o imóvel, conhecido pelo formato arredondado, vinha sendo alvo de reclamações relacionadas à conservação e à ocupação irregular.

Segundo o prefeito, um novo grupo de proprietários pretende investir na recuperação do edifício. Mabel afirmou que laudos técnicos indicam boas condições estruturais, o que permitiria dar continuidade ao projeto de ocupação do imóvel.

A proposta é instalar apartamentos para locação por meio de plataformas como o Airbnb, criando uma nova utilização para um prédio que permaneceu sem atividade por décadas.

“Serão construídos apartamentos para locação na plataforma Airbnb. Isso vai ser muito bom para o Centro. Temos laudos que atestam que a estrutura do prédio é muito boa. Muito bem construído. Então, será muito bom”, afirmou.

A retomada ocorre em meio às iniciativas para estimular o uso residencial do Centro e enfrentar problemas associados a imóveis fechados ou sem manutenção. A recuperação de edifícios desocupados pode contribuir para ampliar a circulação de pessoas e a utilização de áreas que perderam parte de sua atividade ao longo dos anos. O resultado, porém, dependerá da execução das obras e da efetiva ocupação dos espaços.

Proprietários devem reforçar a proteção do imóvel

Foto: Joabe Mendonça

Entre as providências previstas para o edifício estão o reforço dos muros, a instalação de portões e concertinas e outras intervenções para impedir novas invasões e melhorar a conservação do local.

O secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, afirmou que a Prefeitura já havia autuado os antigos responsáveis duas vezes por não adotarem medidas para evitar os problemas registrados no imóvel.

“Já autuamos os proprietários duas vezes por não tomarem providências para garantir a segurança do local. Agora esse problema será resolvido”, disse.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) também atuaram na área para verificar a situação das pessoas que ocupavam o edifício e oferecer encaminhamentos para programas, serviços e benefícios da rede socioassistencial do município.

A atuação dos serviços sociais integra o trabalho realizado no local, considerando que a recuperação de imóveis abandonados também pode envolver pessoas em situação de vulnerabilidade. Os encaminhamentos buscam oferecer alternativas de assistência durante as intervenções.

Prefeitura quer ampliar ações em outros imóveis

Mabel afirmou que pretende adotar medidas semelhantes em outros edifícios abandonados da capital. Como exemplo, citou um prédio localizado na esquina da Avenida Assis Chateaubriand com a Avenida Portugal, no Setor Oeste.

Foto: Joabe Mendonça

“Vamos fazer esse tipo de tratativa em todos os prédios que estão nesta mesma situação”, afirmou.

A Prefeitura também trabalha na regulamentação do programa Venha Morar no Centro, que, segundo o prefeito, está em fase final de elaboração. Ainda são necessárias providências para viabilizar sua execução. A iniciativa integra a estratégia municipal de estimular a ocupação residencial da região central.

Moradora do Centro, Sílvia Cristina de Lima disse estar aliviada com as medidas adotadas no prédio da Avenida Araguaia. Ela relatou que as pessoas que ocupavam o imóvel já haviam sido retiradas e que a estrutura provisória de madeira seria substituída por uma barreira mais resistente.

“Estou aliviada com o início da obra. Já retiraram o pessoal que morava no local e agora estão derrubando esse muro de madeira e já vão fazer um muro seguro. Aprovo demais a ação da prefeitura em revitalizar o Centro”, afirmou.

A retomada do edifício representa uma intervenção pontual em uma área que enfrenta desafios de conservação e ocupação. A continuidade das obras e a futura utilização dos apartamentos serão etapas importantes para avaliar os efeitos do projeto sobre o entorno e sua contribuição para a revitalização do Centro de Goiânia.

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