A Prefeitura de Aparecida deu ordem de serviço para as obras de 768 moradias populares do programa Minha Casa Minha Vida nesta terça-feira (1º/4). As unidades serão construídas nos residenciais Alto da Boa Vista I, II, III e Vila Romana, com investimento de R$ 153,7 milhões. O projeto é uma parceria entre a Prefeitura, o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab), e o Governo Federal, via Caixa Econômica Federal. De acordo com a administração, as moradias serão entregues sem custos aos beneficiários, garantindo o chamado “boleto zero”.
O prefeito Leandro Vilela destacou que Aparecida é a primeira cidade de Goiás a iniciar as novas moradias do programa e ressaltou o compromisso da gestão em reduzir o déficit habitacional. “São 768 apartamentos que já estão com obras em andamento, o construtor já começou a preparação do solo, e serão entregues com boleto zero, sem custo para as famílias. Isso só é possível graças à parceria com o Governo Federal, Governo de Goiás, Caixa Econômica e o apoio da nossa Câmara Municipal. Nosso compromisso é seguir trabalhando para levar dignidade e qualidade de vida à nossa população”, afirmou.
O vice-governador Daniel Vilela reforçou a importância da parceria entre os governos municipal, estadual e federal, garantindo moradia digna para famílias de baixa renda. “Essa é uma parceria fundamental entre o município, o Estado e a União. São 768 moradias para famílias que dependem desses programas para conquistar a casa própria”, declarou.
As famílias beneficiadas serão selecionadas por sorteio, seguindo critérios como renda bruta familiar de até R$ 2.850 e residência no município há pelo menos cinco anos. O cadastro pode ser feito presencialmente na Secretaria de Habitação ou durante mutirões promovidos pela Prefeitura. A expectativa é que o edital com todas as regras e critérios seja publicado no segundo semestre de 2025. A Caixa fará repasses financeiros conforme o avanço da construção, e a previsão de entrega das moradias é de 18 meses.
Os empreendimentos contemplam quatro grandes conjuntos residenciais. O Alto da Boa Vista I terá 192 unidades e investimento de R$ 37,5 milhões, enquanto o Alto da Boa Vista II receberá R$ 38,6 milhões. O Alto da Boa Vista III contará com R$ 38,7 milhões em investimentos, e o Residencial Vila Romana, R$ 38,7 milhões. Todos terão infraestrutura completa e blocos verticais de apartamentos. Além disso, R$ 591 mil serão destinados a projetos sociais voltados à convivência comunitária e cidadania.

Modelo implantado em Aparecida é pioneiro no Brasil
Para o presidente da Agehab, Alexandre Baldy, o modelo implantado em Aparecida é pioneiro no país. “Estamos falando de um esforço conjunto: a Prefeitura doou os terrenos e fará a infraestrutura, o Governo Federal financia e o Estado aporta quase R$ 30 milhões para transformar o Faixa 1 em Faixa 0. Ou seja, não haverá cobrança de parcelas. As famílias serão selecionadas com base no CadÚnico e nos critérios definidos pela Agehab e pela Caixa”, explicou Baldy.
O secretário de Habitação de Aparecida, Willian Panda, explicou que a seleção das famílias será feita por sorteio, seguindo critérios como renda total bruta da família seja de até R$ 2.850,00 e que ela esteja morando em Aparecida há pelo menos 5 anos, assim que as obras atingirem uma porcentagem de execução. “O cadastro é permanente e pode ser feito presencialmente na secretaria de Habitação ou durante os mutirões da Prefeitura. Um link também será disponibilizado no site do município para facilitar o processo”, detalhou.
A assinatura do contrato ocorreu na Cidade Administrativa Maguito Vilela, com a presença do prefeito Leandro Vilela, do vice-governador Daniel Vilela e do presidente da Agehab, Alexandre Baldy. Também participaram do evento lideranças políticas, como o superintendente da Caixa, Marciano de Freitas, e o ex-prefeito Gustavo Mendanha. A Prefeitura é responsável pela doação dos terrenos e pela infraestrutura urbana, enquanto o Governo Federal investe R$ 118,2 milhões e o Estado aporta R$ 35,4 milhões.