Hoje é 7 de março de 2026 11:24

Presidente da Goinfra rebate insinuação de prefeito sobre valor de anel viário

Ao lado do governador Ronaldo Caiado, Pedro Sales reagiu a fala de Hugo do Laticínio e disse que obra é “é legal, auditada e feita com engenharia de verdade”
Pedro Sales, presidente da Goinfra, classificou o questionamento como “desrespeitoso” e reafirmou o compromisso da Goinfra com a transparência // Fotos: Arquivo/Reprodução

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, reprovou nesta quinta-feira (10/7) a insinuação do prefeito de Pires do Rio, Hugo do Laticínio (Podemos), de que a obra do Contorno Viário Oeste da GO-330 estaria superfaturado. Em vídeo publicado nas redes sociais, Sales afirmou que a obra “é legal, auditada e feita com engenharia de verdade, sem conta de padeiro”.

Ao lado do governador Ronaldo Caiado, Sales destacou a complexidade do empreendimento: “Inclui sistemas de drenagem, construção de trevos e viadutos, fatores que justificam o investimento total”. Ele classificou o questionamento como “desrespeitoso” e reafirmou o compromisso da Goinfra com a transparência.

A polêmica começou na inauguração do anel viário, em Pires do Rio, quando Hugo acusou o governo de gastar “cerca de R$ 6 milhões por quilômetro, três vezes o valor médio de R$ 2,5 milhões por km” em outras inaugurações.

“Não estou levantando falso aos senhores”, disse o prefeito, dirigindo-se a Sales e ao governador.

Em resposta, Caiado exigiu que Hugo apresentasse provas: “Se fala, tem que ser homem suficiente para provar. Leve documentos, leve denúncia consolidada. Quero que meu delegado colha seu depoimento”.

Ao perceber que o prefeito tentava interrompê-lo, o governador cortou: “Senta lá, que quem está falando aqui é o governador de Goiás”.

No dia seguinte, Hugo postou vídeos afirmando não duvidar da honestidade de ninguém e dizendo que sua fala refletia a “dor do povo”. Ele elogiou a parceria com o governo estadual e pediu apoio para priorizar investimentos em saúde. O PORTAL NG entrou em contato com o prefeito, mas ele não atendeu à reportagem.

Em nota, o Governo de Goiás lembrou que “o prefeito questionou a integridade da obra ao colocar em dúvida o custo total, segundo ele, ‘por uma conta de padeiro’, mesmo sem nenhum documento que denotasse qualquer irregularidade”. A obra de 12,2?km, orçada em R$ 75 milhões, segue em execução com previsão de conclusão nos próximos meses.

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