Um desentendimento banal durante uma partida de baralho terminou em tragédia no sul de Goiás. A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (14/8), Clovis Guimarães de Andrade, de 81 anos, suspeito de mandar matar o próprio primo, o ex-prefeito de Pontalina, José Porto de Andrade, de 88 anos. O idoso confessou o envolvimento no crime após ser detido, segundo a polícia.
O atentado ocorreu no dia 21 de julho, quando a vítima foi baleada na porta de casa. Câmeras de segurança registraram o ataque e ajudaram os investigadores a reconstruir a rota de fuga do executor. José Porto ficou hospitalizado por duas semanas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 5 de agosto.
Segundo a investigação, o homicídio foi minunciosamente planejado e contou com divisão de tarefas. O atirador monitorou a rotina do ex-prefeito por cerca de duas horas e meia antes de efetuar os disparos.
A delegada Tereza Navarro, da Delegacia de Pontalina, detalhou o que seria o motivo do desentendimento entre os parentes.
“Através dos elementos colhidos e da rota de fuga, foi possível constatar que se tratava de um crime premeditado e com motivo banal: um jogo de cacheta onde houve desacordo e ameaças mútuas, culminando no atentado”, informou a delegada.
A prisão do mandante ocorreu durante a Operação Carta Marcada, que mobilizou equipes policiais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Matrinchã e Nova Crixás. Na mesma ação, os agentes cumpriram outro mandado de prisão temporária contra um segundo envolvido no suporte ao crime, além de cinco mandados de busca e apreensão.
O delegado André Luiz Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, destacou a reação do suspeito ao ser abordado:
“Quando descobrimos quem seria o suposto autor, solicitamos à Justiça a prisão e, ao ser preso, ele confessou o envolvimento no atentado”, disse o policial.
A Polícia Civil segue com as diligências para localizar e prender o autor dos disparos. As defesas dos investigados não foram localizadas para comentar o caso.

