Hoje é 11 de março de 2026 12:24

Procon autua distribuidoras por abuso no preço de combustíveis

Operação conjunta em Senador Canedo foi motivada pela observação de aumento abrupto no preço do óleo diesel
Além das autuações, 11 distribuidoras foram notificadas e terão de apresentar, em até sete dias, notas fiscais de compra e venda do combustível dos últimos 30 dias // Fotos: Procon Goiás

O Procon Goiás fiscalizou 14 distribuidoras de combustíveis em Senador Canedo nesta terça-feira (10/3) e autuou quatro estabelecimentos por aumento injustificado de preço no óleo diesel. Outros 11 pontos foram notificados e terão prazo de sete dias para encaminhar notas fiscais, demonstrativos de estoque e informações sobre vendas dos últimos 30 dias. Senador Canedo é o principal polo de distribuição de combustíveis e derivados de petróleo do Centro-Oeste.

A ação integra a Operação Combustível Justo, deflagrada em conjunto com as delegacias estaduais de Repressão a Crimes Contra o Consumidor e Contra a Ordem Tributária e com apoio da Polícia Militar. A fiscalização foi motivada por denúncias e pela constatação de reajustes abruptos, com preços que chegaram a saltar de cerca de R$ 5,30 para até R$ 7,80 por litro em postos da região.

Em uma das situações apuradas, uma distribuidora que comprou diesel S10 a R$ 4,90 vinha repassando a R$ 5,30 em média, mas elevou o preço para R$ 7,55 entre os dias 9 e 10 de março, segundo a equipe de fiscalização.

“O aumento, principalmente do diesel, significa elevação de valor de frete, de alimentos, de insumos. Não vamos admitir que consumidores e transportadores goianos sejam prejudicados por aumentos desproporcionais. Todo o mercado precisa agir com transparência”, afirmou Marco Palmerston, superintendente do Procon Goiás.

Operação Combustível Justo prevê continuidade das fiscalizações nos próximos dias e a adoção de medidas complementares conforme novas evidências sejam obtidas

Os fiscais solicitaram notas fiscais de compra e venda do diesel S10 e S500 e exigiram que as empresas informem se houve limitação ou recusa de vendas a postos, além de esclarecer eventuais reduções de cotas estabelecidas pela Petrobras.

As distribuidoras autuadas receberam multas e terão de apresentar defesa administrativa; as 11 notificadas deverão remeter em até sete dias os documentos solicitados para análise. O material coletado será encaminhado à Decon para possível apuração penal, caso sejam identificadas irregularidades.

A Operação Combustível Justo prevê continuidade das fiscalizações nos próximos dias e a adoção de medidas complementares conforme novas evidências sejam obtidas. O Procon alerta para a responsabilidade de toda a cadeia de distribuição e afirma que acompanhará os desdobramentos.

O órgão orienta consumidores e empresas a registrarem denúncias por meio dos canais oficiais: telefone 151, (62) 3201-7124 ou pelo Portal Expresso do governo estadual. As informações prestadas são tratadas com confidencialidade e podem subsidiar novas ações de fiscalização.

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