Famílias de baixa renda em Goiânia já podem se inscrever, a partir desta quinta-feira (12/3), no processo de seleção para receber um dos 496 apartamentos do programa Apê Custo Zero. O prazo para cadastro segue até o dia 10 de abril e integra uma parceria entre o Governo de Goiás, a Prefeitura de Goiânia e o governo federal, dentro do programa Minha Casa Minha Vida.
As unidades habitacionais estão localizadas nos residenciais Iris Rezende IV e V e serão destinadas a famílias que se enquadram nos critérios de déficit habitacional. O diferencial da iniciativa é que os imóveis serão entregues sem cobrança de parcelas aos beneficiários.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, o projeto reúne investimentos e incentivos de diferentes esferas de governo para garantir moradia gratuita às famílias selecionadas.
“O governo federal entra com uma parte, por meio da Caixa Econômica, junto com o Estado e a Prefeitura. Nós entramos com os serviços, isenção de impostos e uma série de esforços para que não haja carnê para as famílias. É tudo a custo zero”, explicou.
O cadastro é gratuito e pode ser feito pelos sites da Agência Goiana de Habitação e da Prefeitura de Goiânia. Para quem não tem acesso à internet, o atendimento presencial está disponível em um dos 21 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da capital ou no Hall do Paço Municipal, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Para participar da seleção, os interessados devem apresentar documentos pessoais, comprovante de renda, inscrição atualizada no Cadastro Único e comprovação de residência em Goiânia por, no mínimo, cinco anos. O edital estabelece ainda que a renda familiar bruta mensal não pode ultrapassar R$ 2.850.
Critérios de seleção
O processo de escolha das famílias seguirá critérios de hierarquização definidos no edital. Parte das unidades será destinada a grupos prioritários. Do total de apartamentos, 20% serão reservados para famílias que vivem em áreas de risco, indicadas diretamente pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária.
Outras cotas incluem 50% das unidades para beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de percentuais específicos para idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de rua.
As demais vagas serão preenchidas pela demanda geral, com prioridade para mulheres chefes de família, pessoas negras, indígenas, quilombolas, vítimas de violência doméstica e famílias com crianças ou integrantes com doenças crônicas.
Após a etapa de inscrição, o processo seguirá com análise de documentos, classificação dos candidatos e demais procedimentos até a definição final das famílias contempladas e a entrega das chaves.
