Rio Verde terá, a partir de 2027, quatro representantes diretamente ligados ao município nos Legislativos estadual e federal. O resultado das eleições de 2026 levou Paulo do Vale (PSD) e Lissauer Vieira (PL) para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), enquanto Lucas do Vale (PSD) e Marussa Boldrin (Republicanos) foram eleitos para a Câmara dos Deputados.
O novo cenário tem ainda uma particularidade: pai e filho estarão simultaneamente no Legislativo, mas em diferentes casas. Paulo do Vale retorna à política estadual depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Rio Verde, enquanto Lucas deixa a Alego, onde cumpriu o primeiro mandato eletivo, para assumir uma cadeira no Congresso Nacional.
A eleição de Lucas representa também uma mudança de posição dentro da carreira política. Natural de Rio Verde, médico nefrologista e produtor rural, ele entrou na disputa eleitoral em 2022 e foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, migrou para a disputa federal pelo PSD e conquistou 126.679 votos, ficando entre os candidatos mais votados de Goiás para a Câmara.
A partir de fevereiro de 2027, Lucas passa a atuar em Brasília em um mandato que poderá ampliar sua participação nas discussões sobre recursos federais, infraestrutura, saúde, produção agropecuária e demandas dos municípios goianos.
Paulo do Vale retorna à Assembleia
A eleição de Paulo do Vale marca o retorno do ex-prefeito de Rio Verde ao Legislativo estadual. Médico, ele comandou a Prefeitura entre 2017 e 2024, em dois mandatos consecutivos, antes de deixar o Executivo municipal e voltar a atuar na articulação política.
Nas eleições deste ano, Paulo foi eleito deputado estadual pelo PSD com 72.792 votos, alcançando a quarta maior votação entre os candidatos à Alego.
A experiência acumulada durante os oito anos no Executivo municipal será levada para a Assembleia a partir de 2027. Durante a passagem pela Prefeitura, a administração teve entre as principais áreas de atuação saúde, infraestrutura, educação e desenvolvimento econômico.
O novo mandato estadual também muda a posição de Paulo na política regional. Se como prefeito sua atuação estava concentrada na administração de Rio Verde, na Alego ele passa a participar das decisões que envolvem todo o Estado e poderá atuar na articulação de demandas municipais junto ao governo estadual.
Pai e filho em diferentes casas
A eleição de Paulo e Lucas cria uma configuração específica para Rio Verde. A partir da próxima legislatura, os dois estarão simultaneamente no Legislativo, mas com atribuições e espaços de atuação diferentes.
Paulo terá mandato estadual e participará da discussão de projetos e políticas que dependem da Assembleia Legislativa e do governo de Goiás. Lucas, por sua vez, estará na Câmara dos Deputados, onde participará da elaboração de leis federais, da discussão do Orçamento da União e da fiscalização do governo federal.
A divisão dos mandatos também cria duas frentes institucionais de representação para o município. Demandas relacionadas a investimentos estaduais poderão ser encaminhadas por meio da atuação na Alego, enquanto questões que dependam de recursos federais ou de decisões do Congresso poderão ser articuladas em Brasília.
O resultado mantém, assim, uma ligação direta entre a política de Rio Verde e os dois níveis do Legislativo.
Marussa Boldrin mantém cadeira em Brasília
Rio Verde também continuará com representação na Câmara dos Deputados por meio de Marussa Boldrin. A parlamentar foi reeleita pelo Republicanos com 88.888 votos e terá novo mandato a partir de 2027.
Agrônoma, Marussa construiu sua trajetória política em Rio Verde antes de chegar ao Congresso. Ela exerceu dois mandatos como vereadora do município e assumiu a cadeira de deputada federal em 2023.
Durante o primeiro mandato federal, participou de discussões e trabalhos parlamentares relacionados a agricultura e saúde, entre outras áreas. Registros da Câmara mostram sua atuação como relatora em proposições de diferentes comissões ao longo de 2026.
Com a reeleição, Marussa permanecerá em Brasília ao lado de Lucas do Vale. O município terá, portanto, dois deputados federais diretamente vinculados à cidade na próxima legislatura.
Lissauer Vieira volta à Alego
Na esfera estadual, Lissauer Vieira também retorna à Assembleia Legislativa. O ex-presidente da Casa foi eleito pelo PL com 46.056 votos e voltará a ocupar uma cadeira na Alego a partir de 2027.
Lissauer iniciou sua trajetória política em Rio Verde e chegou à Assembleia pela primeira vez em 2014. Foi reeleito em 2018 e presidiu o Legislativo goiano por dois biênios, entre 2019 e 2023.
A nova eleição representa o retorno ao Parlamento estadual depois de um período fora da Alego. Sua trajetória está associada principalmente a temas ligados ao agronegócio, desenvolvimento regional e à representação política do Sudoeste goiano.
Na próxima legislatura, Lissauer dividirá a representação de Rio Verde na Assembleia com Paulo do Vale. O município terá, assim, dois nomes na Casa estadual e dois na Câmara dos Deputados.
Uma nova configuração para Rio Verde
O resultado de 2026 estabelece uma composição diferente da atual e amplia a presença de políticos ligados a Rio Verde nas duas esferas do Legislativo. Na Câmara, Lucas do Vale e Marussa Boldrin representarão o município; na Alego, Paulo do Vale e Lissauer Vieira ocuparão as cadeiras conquistadas nas urnas.
A nova configuração também redistribui trajetórias políticas. Lucas deixa o Parlamento estadual para disputar espaço em Brasília, Paulo retorna ao Legislativo depois de oito anos no Executivo e Lissauer volta à Assembleia após ter presidido a Casa. Marussa, por sua vez, garante a continuidade de sua presença na Câmara.
Para Rio Verde, o resultado abre quatro frentes institucionais de representação a partir de 2027. A atuação conjunta desses parlamentares deverá envolver demandas relacionadas a infraestrutura, saúde, educação, produção agropecuária e investimentos, temas diretamente relacionados à economia e ao crescimento do município e da região Sudoeste.
O desafio passa agora da eleição para o exercício dos mandatos. Com representantes distribuídos entre a Alego e a Câmara dos Deputados, Rio Verde terá novas possibilidades de articulação política nos governos estadual e federal, enquanto os quatro parlamentares terão de conciliar a representação do município com as atribuições mais amplas de seus respectivos mandatos.

