Hoje é 5 de março de 2026 23:41

Romário diz que vai para partido do grupo de Bruno Peixoto

Presidente da Câmara de Goiânia citou Avante e Agir, mas ressaltou que só tomará uma decisão após conversar com o aliado político
Romário Policarpo destaca o convite do vereador Thiago Guiotti e lembra o projeto político conjunto com o prefeito Sandro Mabel // Foto: NG

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, afirmou nesta terça-feira (10/2) que tende a se filiar a um dos partidos ligados ao grupo político do deputado estadual Bruno Peixoto (União), presidente da Assembleia Legislativa de Goiás. Ele citou o Avante e o Agir como opções, mas deixou claro que a decisão só será tomada depois de conversas com o líder do grupo.

“O Avante é um partido que me agrada, o presidente estadual, vereador Thiago Guiotti, é meu amigo, me fez o convite. Temos um projeto político já antigo, nós participamos da eleição do prefeito Sandro Mabel de forma conjunta, junto com o deputado Bruno Peixoto”, disse, ressalvando que tudo dependerá de muita conversa.

“Eu ainda vou consultar muito o Bruno, que é o líder desse grupo político. Então eu não posso tomar uma decisão sem antes conversar com o Bruno sobre isso”, acrescentou o político, que está no quarto mandato como presidente do Legislativo municipal e deve disputar uma cadeira de deputado estadual.

Romário explicou que, além do Avante e do Agir, não descarta a possibilidade de retorno ao PRD, sigla da qual saiu após a formação da federação com o Solidariedade.

“A tendência é que eu me filie em um dos partidos que sejam ligados a ele [Bruno]. Além do Avante e do Agir, tem o próprio PRD, que eu já fiz parte dele, apesar de ter saído com essa federação, mas pode ser um partido que, quem sabe, a gente possa retornar”, revela.

O vereador sublinhou que sua definição seguirá a lógica de alinhamento político local e regional, com atenção à composição que apoiará o projeto de governo do vice-governador Daniel Vilela, do MDB.

“Não tem nada fechado, a minha única definição é que estarei em um partido ligado ao Bruno Peixoto e em um partido que, obviamente, também estará com o Daniel Vilela para [a disputa ao] o governo”, acrescenta.

Questionado sobre a saída do PRD, Romário disse ter tomado a decisão por razões pessoais e por buscar liberdade de escolha partidária diante da nova federação.

“Eu acho que era o momento de eu ter uma liberdade de escolha de partido. A federação, talvez, tome um rumo que não seja o ideal para o meu futuro político. Então, eu precisava de observar, de uma forma um pouco mais distante. Mas não quer dizer que eu não possa voltar também em algum momento”, afirma.

Presidente da Câmara tem que ser desarmador de bombas’

Ao ser questionado sobre o legado que deixa na presidência da Câmara e o perfil desejado para o próximo ocupante da cadeira, Romário destacou a importância de um líder conciliador e comprometido com o funcionamento institucional.

“Sempre fui um cara agregador. Presidente da Câmara tem que ser um desarmador de bombas. A cadeira tem que ser mais importante, inclusive, do que o próprio mandato de vereador”, diz.

Romário disse ter evitado posicionamentos que afetassem o clima interno e defendeu que o futuro presidente não transforme a Mesa em palco de disputas políticas localizadas.

“Diversas vezes eu particularmente me abstive de opiniões políticas para que o cenário e o clima na Câmara Municipal fosse adequado e respeitasse todas as diversidades. O presidente da Câmara não pode ter posições políticas sentados naquela cadeira. Ele tem que administrar um poder que é importante para a cidade e fazer o que é melhor para o povo goianiense”, afirmou.

O vereador reforçou que o sucessor deve priorizar a cidade e manter diálogo com o Executivo municipal.

“Eu acho que esse é o perfil que a cidade precisa, precisa de um presidente de Câmara que trabalhe pela cidade e que, principalmente, seja alinhado com a prefeitura. Eu não consigo pensar numa concepção de um presidente de Câmara Municipal que entre em rota de colisão com o Poder Executivo, porque isso é danoso para a cidade”, complementa.

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