Uma servidora pública da Prefeitura de Goiânia foi presa nesta terça-feira (5/8) acusada de desviar ao menos R$ 425 mil dos cofres municipais em um esquema que inclui pagamentos suspeitos a uma mulher em Maceió que se apresenta como prestadora de serviços de bruxaria. A Operação “Ritual do Desvio”, conduzida pela Polícia Civil de Goiás através da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), revelou transferências irregulares para uma farmácia familiar e uma associação esportiva.
Além da servidora – que ocupava o cargo de gerente financeira em uma secretaria municipal – foram presas sua cunhada e uma terceira mulher na região metropolitana de Maceió. A investigação apurou que, apenas em 2025, a acusada realizou 14 transferências fraudulentas adulterando os sistemas da prefeitura.
“Ela seguia sempre o mesmo método de inserção de dados falsos para concretizar os pagamentos”, detalhou o delegado Leonardo Dias, coordenador da operação.
O caso, descoberto através de auditoria da Controladoria Geral do Município, apresenta elementos peculiares. Cerca de R$ 200 mil foram destinados a uma mulher em Maceió que se apresenta como prestadora de serviços de bruxaria.

“Estamos investigando a veracidade desses serviços ou se seriam apenas uma fachada para o desvio”, afirmou o delegado. Outros valores beneficiaram uma farmácia em Bela Vista de Goiás, registrada em nome da cunhada da servidora, e uma associação desportiva não identificada.
A Prefeitura de Goiânia informou que a servidora já havia sido afastada do cargo quando as irregularidades foram detectadas. A Justiça determinou, além das três prisões, o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos e a suspensão das funções públicas da principal acusada.
Os nomes dos investigados não foram divulgados, e a defesa da servidora ainda não se manifestou sobre as acusações. A operação contou com apoio da Polícia Civil de Alagoas para cumprimento dos mandados em diferentes localidades.
Nota da Prefeitura de Goiânia
A atual gestão da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) esclarece que, assim que identificou irregularidades no uso de verbas públicas, afastou a servidora envolvida e encaminhou à Controladoria-Geral do Município (CGM) todos os elementos e indícios apurados.
Diante das irregularidades constatadas, a CGM e a Procuradoria-Geral do Município repassaram as informações à Polícia Civil, para que o órgão desse andamento à investigação, que resultou na operação deflagrada na manhã desta terça-feira (5/8).
A atual gestão da Prefeitura de Goiânia reforça seu compromisso com a transparência e o bem público, e segue à disposição para colaborar com as investigações.
