A Polícia Civil de Goiás indiciou na quinta-feira (3/4) a sobrinha e o companheiro da vendedora Raimunda das Dores Brito de Almeida, conhecida como “Tia das flores”, pela morte da mulher de 57 anos, em Valparaíso de Goiás. O corpo foi encontrado carbonizado e enterrado no quintal da própria residência, no bairro Jardim Céu Azul, no dia 4 de março. A suspeita é de que o casal tenha cometido o homicídio, ateado fogo no cadáver e tentado ocultar o crime. Ambos estão foragidos e a polícia conta com denúncias anônimas pelo telefone 197 para localizá-los.
Segundo as investigações, Sara Lorrane de Almeida Soares, de 29 anos, e Gustavo César dos Santos, de 27, foram os responsáveis pela morte de Raimunda. Eles foram indiciados por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver e fraude processual, podendo pegar até 37 anos de prisão. A motivação do crime ainda não foi divulgada. O casal teria tentado limpar a cena do crime, o que agravou o quadro jurídico com o indiciamento por fraude.
O desaparecimento de Raimunda chamou a atenção da vizinhança, que estranhou o silêncio da moradora e acionou a polícia após dois dias sem notícias. Os agentes encontraram uma área do terreno remexida e coberta por folhas. Com ajuda dos moradores, usaram uma enxada e visualizaram um pé humano enrolado em um pano, enterrado a cerca de um metro de profundidade. A Polícia Técnico-Científica e o Corpo de Bombeiros foram acionados em seguida.

O corpo estava carbonizado, o que impossibilitou a identificação visual, sendo necessária a realização de exame de DNA para confirmar que se tratava de Raimunda. Os vizinhos relataram à polícia que, além da vendedora, também viviam na casa a sobrinha e o companheiro dela. A relação dos suspeitos com a vítima era conhecida na vizinhança, que ficou chocada com a brutalidade do crime.
Raimunda era figura querida na região por vender flores e doces, o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “Tia das flores”. O crime causou comoção na cidade, e a Polícia Civil reforça o pedido de colaboração da população para encontrar os foragidos. Até o momento, a defesa do casal ainda não foi localizada pela imprensa, porém, o espaço para manifestação dos suspeitos fica aberto para atualizações nesta matéria.