A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, em Acreúna, no Sudoeste goiano, um homem suspeito de praticar fraudes reiteradas em negociações de veículos automotores. A ação ocorreu durante a Operação Ponto Morto, deflagrada nesta quinta-feira (15/10), que também cumpriu mandado de busca e apreensão domiciliar e determinou o bloqueio de contas bancárias vinculadas ao investigado.
De acordo com informações divulgadas pela corporação, dez pessoas foram identificadas até o momento como possíveis vítimas. Os prejuízos relatados nas negociações ultrapassam R$ 200 mil, mas o número de pessoas prejudicadas pode aumentar à medida que as investigações avancem.
Segundo a apuração policial, o suspeito utilizaria o próprio estabelecimento comercial para conquistar a confiança dos clientes e realizar operações fraudulentas envolvendo compra, venda e troca de automóveis. A investigação procura esclarecer como as negociações eram conduzidas e identificar a extensão dos possíveis prejuízos.
Entre as práticas investigadas estão contratações de financiamentos em nome de terceiros sem o conhecimento ou a autorização deles, sem a correspondente entrega dos veículos negociados.
A Polícia Civil também apura situações em que o homem teria recebido automóveis e dinheiro sob a promessa de efetuar pagamentos ou quitar dívidas, mas não teria cumprido os compromissos assumidos.
Outra linha de investigação envolve a venda ou transferência de veículos com alienação fiduciária, financiamentos ainda ativos ou restrições judiciais, sem a regularização necessária. Essas circunstâncias deverão ser analisadas para determinar como ocorreram as operações e quais responsabilidades podem ser atribuídas ao investigado.
As suspeitas ainda dependem da conclusão das diligências e da análise dos elementos reunidos no procedimento policial.
Justiça determina bloqueio de contas

Além da prisão preventiva e da busca e apreensão, foram determinadas medidas patrimoniais, incluindo o sequestro e o bloqueio de contas bancárias vinculadas ao investigado.
O objetivo é preservar recursos que possam estar relacionados às fraudes apuradas e permitir eventual ressarcimento das vítimas, caso os valores e as responsabilidades sejam confirmados no decorrer do processo.
A adoção dessas medidas não representa, por si só, comprovação de desvio de recursos ou de responsabilidade criminal. Os elementos recolhidos deverão contribuir para esclarecer a movimentação financeira e as circunstâncias das negociações investigadas.
Polícia procura outras possíveis vítimas
A divulgação da Operação Ponto Morto também busca alcançar pessoas que possam ter sido prejudicadas em negociações semelhantes e que ainda não tenham sido identificadas pela investigação.
Quem suspeitar de ter sido vítima deve procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência e apresentar documentos, comprovantes de pagamento, contratos, mensagens ou outras informações relacionadas à negociação. Esses registros podem ajudar a identificar novos casos e a esclarecer o possível modo de atuação.
A corporação informou que as investigações continuam para localizar outras possíveis vítimas e verificar se houve participação de terceiros nas condutas apuradas.
O caso permanece sob investigação. O homem preso é suspeito dos crimes investigados e tem direito à presunção de inocência; a responsabilidade penal dependerá da apuração dos fatos e do devido processo legal.

