Hoje é 10 de março de 2026 14:56

Torcedores faccionados são presos por atacar rivais em emboscada

Grupo criminoso foi alvo de 17 mandados de prisão e de buscas e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia nesta terça-feira
Além de cumprimento das prisões, foram apreendidas drogas, objetos e uma arma durante a operação Jogada Ensaiada // Fotos: PCGO

A operação Jogada Ensaiada, deflagrada nesta terça-feira (10/3), resultou na prisão de oito suspeitos ligados à torcida organizada Força Jovem e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia. A ação mobilizou cerca de 100 agentes e teve como foco integrantes acusados de preparar emboscadas contra torcedores adversários.

A investigação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), em ação integrada com a Polícia Militar de Goiás e Ministério Público. Investigações apontam que os suspeitos se posicionavam em pontos estratégicos para atacar torcedores, sobretudo do clube Vila Nova, após jogos.

“Foi uma operação integrada entre a Polícia Civil, o Ministério Público e a Polícia Militar a partir de ocorrência que foi passada para a gente no início de outubro”, diz o delegado Samuel Moura, que coordenou as diligências.

“Ficou claro que eles se orquestraram dois dias antes para esse ataque com o intuito de pegar vítimas indeterminadas”, afirmou o delegado, explicando que não se tratava de confronto marcado, mas de emboscadas oportunistas.

O delegado relatou episódios em que torcedores foram surpreendidos e espancados na região da Vila Redenção; em uma ação, a vítima escapou ao se esconder dentro de um bar. Em outro episódio, um terceiro quase foi agredido, segundo o relato das autoridades.

Durante as prisões, foi detido Matheus Rodovalho, apontado como responsável por controle de tráfico na área do Parque Santa Cruz; com ele a polícia apreendeu uma arma que teria sido usada em ataques contra torcedores.

O comandante do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), Coronel Alex, explica que a unidade mantém cadastro e monitoramento de integrantes de torcidas organizadas, o que reforça as investigações.

“O Bepe tem um controle, um cadastro dessas torcidas organizadas, todos os membros que fazem parte ou já fizeram parte, nós temos um banco de dados, com foto, identificação desses indivíduos e a região onde eles moram”, informou o oficial.

A ação contou ainda com apoio da Divisão de Operações Aéreas, com emprego do helicóptero Escorpião 01, e do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos Esportivos (Gaege), do Ministério Público de Goiás, para coordenar medidas preventivas e seguir com a apuração criminal.

Foram apreendidos objetos, documentos e aparelhos eletrônicos que passarão por perícia. As autoridades divulgaram imagens dos detidos para identificar possíveis outras vítimas e preservar o interesse público, respeitados os limites legais da investigação.

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