Hoje é 20 de março de 2026 14:23

Trio é preso por matar e jogar corpo de mulher em lote baldio

Corpo de Ana Lúcia Gomes da Silva foi encontrado terça-feira enrolado em lençol em um matagal na região Noroeste de Goiânia
Entre os presos por feminicídio e ocultação de cadáver está o companheiro da vítima, Paulo Afonso Alves da Cunha, que teria alegado ciúmes para prática do crime // Fotos: PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quinta-feira (19/3), três suspeitos de envolvimento na morte de Ana Lúcia Gomes da Silva, de 44 anos, e na ocultação do cadáver encontrado dois dias antes em um matagal na região Noroeste de Goiânia. O corpo da vítima estava enrolado em um lençol e foi localizado na terça-feira (17/3), já em avançado estado de decomposição.

A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), que identificou o companheiro da vítima, Paulo Afonso Alves da Cunha, como principal suspeito. Ele foi preso em Inhumas, após diligências contínuas realizadas pelos investigadores desde a localização do corpo. Ele alegou ciúmes para a prática do crime.

Também foram detidos Danilto Lima dos Santos e Danilo Wilker de Jesus, apontados pela polícia como auxiliares na remoção e no abandono do cadáver. Segundo a investigação, o trio transportou o corpo até o local onde ele foi deixado com a intenção de dificultar a atuação policial e tentar esconder o crime.

Ana Lúcia morava com o suspeito do crime há cerca de dois anos

O corpo foi encontrado nas proximidades da rotatória do Hugol, em frente ao Parque Nova Esperança, no Setor Santos Dumont, em Goiânia. A vítima, conhecida como Aninha, era natural do Tocantins, morava havia cerca de 20 anos em Goiás e vivia no Bairro Capuava com o companheiro, com quem mantinha relacionamento havia dois anos.

A vítima estava desaparecida desde o sábado anterior, dia 14 de março. Familiares e amigos relataram à polícia que o relacionamento era conturbado e marcado por ameaças e agressões frequentes.

As apurações também indicam que, um dia antes do desaparecimento, o companheiro teria dito que pretendia matá-la. A Polícia Civil ainda apura a informação de que ele possa ter enviado a imagem do corpo a um vizinho, o que reforça a linha investigativa adotada pelo caso.

Para os investigadores, manter os três suspeitos presos é fundamental para esclarecer com precisão a participação de cada um no feminicídio e na ocultação do cadáver. A Polícia Civil informou que a apuração continua e que novas diligências podem ser feitas para completar a reconstituição dos fatos.

Os presos foram levados para a unidade prisional e seguem à disposição do Poder Judiciário. A divulgação da identificação dos suspeitos, segundo a autoridade policial, busca ampliar a colaboração da população e ajudar na coleta de novas provas.

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