Os vereadores de Aparecida de Goiânia receberam representantes da empresa BRK Ambiental e da Saneago durante sessão desta quarta-feira (20/8), convocados para prestar esclarecimentos sobre as falhas recorrentes no serviço de esgoto sanitário no município. Durante o debate, os parlamentares exibiram vídeos e relatos detalhados dos problemas enfrentados pela população, incluindo extravasamentos frequentes, demora nos atendimentos, buracos abertos sem reparo adequado e bairros inteiros ainda desassistidos pela rede de coleta.
O diretor da BRK, Marcos Mendanha, apresentou um balanço das ações da empresa desde o início da operação em 2013, destacando que “a meta de universalização foi alcançada em Aparecida 11 anos antes do prazo legal (2033)”. Segundo ele, já foram investidos R$ 1,2 bilhão na cidade, com média anual de R$ 421 milhões, incluindo tecnologias como robôs para monitorar a rede. Mendanha convidou os vereadores a conhecerem a estrutura operacional e comprometeu-se a responder formalmente às solicitações.

A BRK atua como subdelegatária da Saneago, sendo responsável pela operação, manutenção e expansão da rede de esgoto no município.
Representando a Saneago, o diretor Hugo Goldfeld reconheceu falhas contratuais e afirmou que “o compromisso da companhia é resolver os problemas da cidade”, ressaltando que o atendimento pelo 0800 da Saneago deve funcionar como canal prioritário de interlocução.
No entanto, os vereadores contestaram veementemente as informações apresentadas. Cristiano Zói questionou a suposta universalização, citando setores ainda não contemplados, enquanto Isaac Martins, Rosinaldo Boy e Olair Silva exibiram vídeos de esgoto a céu aberto em diferentes bairros, demandando revisão contratual.

Mazinho Baiano, Lipe Gomes e Tales de Castro cobraram maior fiscalização da Agência Goiana de Regulação e respostas por escrito com mapas detalhados, cronogramas de obras e dados transparentes sobre investimentos. Ataídes Neguinho e Dieyme Vasconcelos defenderam envolvimento dos órgãos ambientais e até rescisão contratual se os problemas persistirem.
Ao final, foi proposta pelo vereador Felipe Cortêz a criação de uma comissão especial para acompanhar o contrato de saneamento e avaliar as demandas da população, medida que recebeu apoio unânime dos presentes.
