Vereadores de Aparecida de Goiânia reclamaram, durante sessão desta quarta-feira (10/9), da decisão do prefeito Leandro Vilela (MDB) de vetar, total ou parcialmente, nove projetos do Legislativo. Os parlamentares avaliam se vão pedir ao presidente, Gilsão Meu Povo (MDB), a colocação dos vetos na pauta da sessão desta quinta-feira (11) para votação.
Em entrevista ao portal NG, o vereador Gleison Flávio (PL) detalhou um encontro realizado na manhã desta quarta-feira (10/9) entre parlamentares e procuradores da prefeitura, liderados pelo procurador-geral Fábio Camargo.
“Eles vieram conversar com a gente para falar de cada veto, por que foi vetado”, explicou o parlamentar.

Gleison revelou que os vereadores decidiram estender o prazo de análise até esta quinta-feira (11/9) para definir se mantêm ou derrubam os vetos do Executivo. O vereador enfatizou que não tem “nada contra o trabalho do prefeito Leandro Vilela”, defendendo “o Executivo lá, o Legislativo aqui, havendo harmonia entre os poderes, não intromissão”.
No entanto, criticou um aspecto da abordagem: “Uma coisa que eu não aprovei: o Legislativo tem que decidir aquilo que é de sua competência. Podemos receber qualquer um do Executivo, o prefeito é super bem-vindo, mas acho que o Executivo não tem que vir aqui ‘interferir’ nas decisões do Legislativo. Foi o que eu senti aqui hoje”.
Sobre os vetos aos seus projetos relacionados a fibromialgia, capoeira e superdotação, Gleison contestou a justificativa do Executivo: “Entenderam que poderia ter um vício e geraria despesa para o município, o que não concordamos”. O parlamentar manteve sua discordância em relação aos argumentos financeiros apresentados pela procuradoria para a rejeição das matérias.

“Nós sentamos hoje, conversamos, analisamos os vetos e amanhã será colocado para votação”, acrescentou Dieyme Vasconcelos (PL), ao destacar que cada vereador terá liberdade para manter ou derrubar o veto do prefeito.
“Foi uma reunião tranquila e a decisão será de cada um”, pontuou, dizendo, ainda, que o julgamento será político e o plenário é soberano.
“Não se trata de ser a favor ou contra o prefeito, são poderes independente e aqui o voto do vereador é que vai prevalecer”, finalizou.
Veja lista de projetos vetados
Entre os vetos totais está o Projeto de Lei nº 098/2025, de autoria do vereador André Fortaleza, que reconhece como utilidade pública a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO). Outro veto total atinge o PL nº 138/2025, também de Fortaleza, que concede utilidade pública ao Centro Espírita Casa do Caminho Maria de Nazaré.
O prefeito também vetou integralmente o PL nº 006/2025, do vereador Isaac Martins, que equipara pessoas em tratamento de câncer a pessoas com deficiência para fins de atendimento prioritário e assegura prioridade no atendimento psicológico com indicação médica. Outros dois projetos de Tales de Castro foram rejeitados: o PL nº 019/2025, que cria a política de apoio à saúde mental e segurança do trabalho dos servidores públicos, e o PL nº 005/2025, que reserva 25% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.
Os vetos ainda atingem três projetos do vereador Gleison Flávio: o PL nº 070, que dispõe sobre a política de atendimento a pessoas com superdotação; o PL nº 062, que institui a política municipal de proteção aos direitos da pessoa com fibromialgia; e o PL nº 061, que estabelece normas para proteção e incentivo à prática da capoeira. Completa a lista o veto ao PL nº 010 de Tales de Castro, que dispõe sobre a criação do canil da Guarda Civil Municipal.
