Hoje é 21 de julho de 2024 17:12
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Caiado defende proposta para reduzir indexador de dívida dos estados com União

Após reunião com presidente do Senado, governador informou que projeto irá tramitar no Congresso Nacional para mudar índice de correção dos débitos
Na reunião de governadores com o presidente do Senado, Caiado defendeu o indexador da dívida do IPCA mais 1%: dívida “asfixia cada vez mais os estados, impossibilitando os investimentos em infraestrutura, saúde, educação, segurança e em programas sociais” // Fotos: Lucas Diener e Pedro Gontijo

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), elogiou a iniciativa do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), de promover reuniões e apresentar ao Senado um projeto de lei complementar para rediscutir o indexador da dívida dos estados com a União. Caiado ressaltou que a atual fórmula de correção da dívida está “asfixiando cada vez mais os estados”, impedindo investimentos essenciais em infraestrutura, saúde, educação, segurança e programas sociais.

Segundo Caiado, o presidente Pacheco apresentará o projeto ao Senado e designará um relator, com os governadores comprometendo-se a contribuir fortemente para garantir que as novas condições beneficiem os estados que enfrentam dificuldades com o indexador atual.

“O presidente [Pacheco] apresentará esse projeto e indicará um relator. Nós, governadores, vamos trabalhar fortemente junto ao projeto para que atenda melhores condições, garantindo sobrevivência aos estados que não têm como manter esse indexador”, destaca Caiado.

Em 2015, a dívida dos estados brasileiros era de R$ 283 bilhões e, após cinco anos, por causa do indexador (IPCA mais 4% de juros ou taxa Selic), a dívida chegou a R$ 584 bilhões. Caiado propõe mudar o indexador para IPCA mais 1%, com a criação de um fundo de equalização. Esse fundo seria administrado pelo Congresso, que decidiria como aplicar os recursos em todos os estados, com foco em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança pública.

Dessa forma, a ideia inicial visa deslocar o 1% para um fundo equalizador para as políticas que o projeto irá definir. Dentre os principais focos estão a educação profissionalizante, infraestrutura e segurança pública.

“O IPCA mais 1%, na minha opinião, daria algo suportável, mas o resultado ainda seria pesado. Nós vamos ter diversas contribuições dos deputados e senadores. Espero que haja um amadurecimento para que o problema seja resolvido definitivamente”, ressaltou Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais.

Vamos trazer as novas contribuições ao projeto’

Para diminuir a dívida com a União, Pacheco sugeriu que seja feita uma proposta de utilizar os ativos, com o alongamento das parcelas.

“São medidas que ele colocou hoje e apresentará o mais rápido possível ao Senado Federal”, afirmou Caiado.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), explicou que a reunião foi uma espécie de “sobrevoo do que pretende que esteja no projeto” por parte do presidente do Senado, enquanto os chefes estaduais apontavam pontos críticos, mas não foi definido um calendário.

“A expectativa é que possa se resolver o mais rápido possível e nós vamos trazer as novas contribuições para que o presidente possa fazer o encaminhamento do projeto”, disse Leite.

Conselho – A dívida dos estados volta a ser um dos principais temas de discussão nesta quarta-feira (3/7), em Brasília, na reunião Ordinária do Conselho da Federação, presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador Ronaldo Caiado confirmou presença na reunião.

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