A Câmara de Goiânia aprovou em segunda votação, nesta terça-feira (30/6), o projeto de lei que autoriza a prefeitura a captar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 310 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O texto, enviado pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil), foi chancelado sem alterações e segue para a sanção do Executivo. A operação financeira viabilizará a segunda etapa do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama II).
O financiamento internacional será integralmente investido na expansão do Parque Linear, inaugurado em 2018. Atualmente com 5,7 km de extensão entre os setores Faisalville e Celina Park, o complexo ganhará mais 6,48 km de área verde, alcançando o trecho entre os bairros São José e Urias Magalhães. A meta histórica do projeto é atingir 24,5 km para preservar toda a extensão do Ribeirão Macambira até sua foz no Rio Meia Ponte.
Além da preservação ecológica, o Puama II engloba obras estruturais de drenagem e o aumento da capacidade de vazão da rede pluvial, medida essencial para extinguir áreas de risco e evitar alagamentos. O projeto também prevê intervenções em mobilidade urbana e o reassentamento de famílias que vivem nas áreas afetadas. Apesar do teor social, a oposição criticou a falta de estudos detalhados sobre as moradias populares de contrapartida, registrando seis votos contrários no plenário.
De acordo com o líder do governo, vereador Wellington Bessa (Mobiliza), o aval do Legislativo é apenas o primeiro passo burocrático de uma longa tramitação de auditorias internas.
“Uma vez que tem a aprovação da Câmara, agora serão encaminhados os documentos para o BID para ver se é aprovado ou não. Uma vez aprovada, será feita a minuta de contrato, que será analisada pelas Finanças e demais órgãos da prefeitura. Posteriormente, com a disposição do recurso, serão feitos também os projetos e licitações”, detalhou Bessa.
Avança na CCJ reajuste de 4,26% para servidores municipais
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (1º/7), o projeto de lei do Executivo que concede a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais de Goiânia. O reajuste proposto é de 4,26%, índice baseado na inflação acumulada do IPCA no último ano. A matéria, que beneficia ativos, inativos, pensionistas e agentes políticos de ambos os Poderes, segue agora para a primeira votação em plenário.
De acordo com o cronograma financeiro do projeto, a reposição salarial será aplicada de maneira escalonada nas folhas de pagamento: uma parcela de 2,26% passa a valer a partir de 1º de julho de 2026, enquanto os 2% restantes serão integrados a partir de 1º de agosto de 2026.
Durante a análise na comissão, a oposição apresentou emendas para antecipar a data-base para maio e estender o mesmo direito aos trabalhadores da Comurg e aos agentes comunitários de saúde e de endemias. Estas propostas de alteração foram protocoladas separadamente do texto principal e dependem de nova inclusão na pauta da CCJ pelo presidente do colegiado, vereador Luan Alves (MDB).

