A Polícia Civil de Goiás prendeu quatro pessoas nesta quinta-feira (14/5) em Goiânia sob a acusação de decapitar e queimar o corpo de uma mulher. A vítima trata-se de Ana Carolina Rudgeri, uma jovem de 22 anos. Ela foi morta em março do ano passado, no Residencial Real Conquista, em Goiânia.
A morte dela foi ordenada por um líder da facção criminosa Comando Vermelho como demonstração de força para consolidar o domínio sobre a população local. As execuções serviriam para impor o medo e demonstrar poder no território.
A prisão ocorreu durante a operação “Ordem expressa”, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH). Segundo a investigação, o crime brutal foi ordenado por uma facção atuante no tráfico de drogas.
O plano foi traçado por áudios de whatsapp. Em um deles, o chefe ordena: “Pega qual que é o nome da mulher (…) pega lá pra matar (…) amarra no poste e põe fogo (…). É meu nome que vai em jogo nessa desgraça”.
O mandante ainda reforçou a ordem de execução pública para o grupo de criminosos: “Pra matar na quebrada lá pra todo mundo ver”.
A vítima foi assassinada com extrema crueldade, decapitada e carbonizada. Os próprios autores filmaram toda a ação em vídeo.

Após a morte, o bando enviou mensagens comemorando o resultado. Um dos investigados afirmou: “Pilantra morre desse jeito aí mesmo (…) gritando socorro”.
Em outro áudio recuperado pela polícia, o envolvido faz menção direta à decapitação: “Tira a cabeça (…) eu mandei você tirar a cabeça”.
Os capturados responderão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
A polícia divulgou as identidades dos envolvidos para auxiliar na descoberta de novas vítimas. As investigações continuam para localizar outros membros da facção.

