A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), e a Polícia Militar realizaram nesta quinta-feira (21/5) a Operação Batalhão de Papel. A força-tarefa desarticulou uma associação criminosa especializada em realizar falsas fiscalizações ambientais em propriedades rurais e comércios no estado.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura altamente organizada para enganar as vítimas. Eles vestiam uniformes táticos camuflados, portavam insígnias e distintivos falsificados de “delegados ambientais” e usavam carteiras funcionais falsas. Para completar o cenário, os suspeitos circulavam em veículos plotados, semelhantes a viaturas oficiais das forças de segurança.
Durante as abordagens simuladas, os criminosos coagiam os produtores rurais e comerciantes sob severas ameaças de multas e embargos fictícios. Para evitar as punições inventadas, o bando exigia o pagamento de valores elevados. O dinheiro era disfarçado como patrocínio obrigatório ou anúncios para uma revista de fachada controlada pela própria quadrilha.
O grupo funcionava como uma força fiscalizatória paralela, com divisão clara de tarefas e simulação de treinamentos de natureza militar. Ao todo, os policiais cumpriram 18 medidas judiciais nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Mineiros.

A operação resultou em, ao menos, sete prisões temporárias e no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. Nos locais vistoriados, as equipes apreenderam R$ 26 mil em espécie, uma arma de fogo, simulacros, fardamentos e todo o aparato de identificação falsa utilizado nos golpes.
A Polícia Civil divulgou a identificação e a imagem dos investigados, seguindo os termos da Lei nº 13.869/2019. O objetivo da divulgação pública é fazer com que novas vítimas e testemunhas reconheçam os suspeitos e denunciem outros casos às autoridades.

