Hoje é 16 de setembro de 2026 07:36

Falsos policiais ambientais são alvos de operação em Goiás

Polícia Civil cumpre 18 medidas judiciais em quatro cidades contra grupo que utilizava falsas fiscalizações para coagir produtores rurais
Grupo alvo da operação usava viaturas, fardamentos camuflados, distintivos falsos de delegado ambiental para intimidar as vítimas // Fotos: Reprodução PCGO

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), e a Polícia Militar realizaram nesta quinta-feira (21/5) a Operação Batalhão de Papel. A força-tarefa desarticulou uma associação criminosa especializada em realizar falsas fiscalizações ambientais em propriedades rurais e comércios no estado.

As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura altamente organizada para enganar as vítimas. Eles vestiam uniformes táticos camuflados, portavam insígnias e distintivos falsificados de “delegados ambientais” e usavam carteiras funcionais falsas. Para completar o cenário, os suspeitos circulavam em veículos plotados, semelhantes a viaturas oficiais das forças de segurança.

Durante as abordagens simuladas, os criminosos coagiam os produtores rurais e comerciantes sob severas ameaças de multas e embargos fictícios. Para evitar as punições inventadas, o bando exigia o pagamento de valores elevados. O dinheiro era disfarçado como patrocínio obrigatório ou anúncios para uma revista de fachada controlada pela própria quadrilha.

O grupo funcionava como uma força fiscalizatória paralela, com divisão clara de tarefas e simulação de treinamentos de natureza militar. Ao todo, os policiais cumpriram 18 medidas judiciais nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Mineiros.

A operação resultou em, ao menos, sete prisões temporárias e no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. Nos locais vistoriados, as equipes apreenderam R$ 26 mil em espécie, uma arma de fogo, simulacros, fardamentos e todo o aparato de identificação falsa utilizado nos golpes.

A Polícia Civil divulgou a identificação e a imagem dos investigados, seguindo os termos da Lei nº 13.869/2019. O objetivo da divulgação pública é fazer com que novas vítimas e testemunhas reconheçam os suspeitos e denunciem outros casos às autoridades.

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