A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante uma jovem de 29 anos suspeita de desviar R$ 137.430,39 de uma loja de roupas localizada no Setor Marista, em Goiânia. A prisão, coordenada pelas equipes do 8º Distrito Policial, aconteceu na última quarta-feira (3/6). A funcionária, que atuava como assistente financeira e também na área de vendas online, é investigada por furto qualificado mediante abuso de confiança.
As fraudes começaram a vir à tona quando a proprietária do estabelecimento descobriu uma compra não autorizada de um iPhone 15 Pro Max no cartão de crédito corporativo, que estava sob a responsabilidade da suspeita. O aparelho foi adquirido em abril por R$ 4.300,00 e parcelado em 12 vezes. Ao aprofundar a checagem das contas, a empresária descobriu uma série de transferências bancárias suspeitas e decidiu acionar a polícia.
Com o avanço das investigações, os policiais constataram que a funcionária realizava transferências indevidas diretamente para as contas de seus próprios familiares. Além disso, uma auditoria interna realizada pela empresa identificou mais de R$ 68 mil em gastos pessoais no cartão corporativo, que incluíam desde compras particulares até aquisição de passagens aéreas.
Contratada em junho de 2025, a jovem permaneceu no cargo até o dia 29 de maio deste ano, quando foi demitida logo após surgirem os primeiros boatos de irregularidades. Mesmo após o desligamento, os desvios continuaram. No dia 31 de maio, ela utilizou o cartão da empresa novamente e, em dois de junho, tentou fazer uma nova compra de R$ 7,8 mil, que só foi recusada porque a empresária já havia bloqueado o limite.
A prisão preventiva da investigada foi efetuada de forma estratégica pela Polícia Civil. Os agentes descobriram que ela havia comprado passagens aéreas para o Rio de Janeiro com dinheiro desviado e já tinha, inclusive, realizado o check-in online para embarque. Diante do claro risco de fuga, as equipes intensificaram as buscas e conseguiram capturá-la poucas horas antes da viagem.
Após a formalização da prisão, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão do flagrante em prisão preventiva, justificando a necessidade de manter a jovem presa devido à reiteração dos crimes e para garantir a continuidade das investigações. O foco das autoridades agora é identificar se outras pessoas participaram do esquema e buscar a recuperação do dinheiro desviado.
Os nomes da suspeita e da empresa vítima do golpe não foram divulgados.

