A Guarda Civil Municipal (GCM) de Aparecida de Goiânia prendeu, na noite desta quarta-feira (29/4), um homem suspeito de estupro de vulnerável contra a própria filha, de 13 anos. O crime foi descoberto após a menor buscar ajuda junto aos professores e à direção da escola onde estuda, que imediatamente acionaram o Conselho Tutelar e as forças de segurança.
Relato e descoberta
Ao chegarem à unidade escolar, os guardas foram informados de que “a aluna apresentou relatos formais indicando que vinha sendo vítima de violência sexual dentro de casa, supostamente praticada pelo próprio pai desde 2019”.
Durante o acolhimento realizado pelo Conselho Tutelar, a adolescente confirmou os abusos e detalhou um episódio recente.
“A vítima relatou uma nova conduta de abuso por parte do suspeito ocorrida na madrugada do dia 29 para o dia 30”, aponta o registro da ocorrência.
Prisão e resistência
Com base nas informações, as equipes da GCM iniciaram diligências e localizaram o suspeito em via pública. De acordo com a corporação, durante a abordagem, o homem “resistiu à prisão, sendo necessário o uso da força progressiva para contê-lo e garantir a segurança da equipe”.

Após ser imobilizado, ele foi encaminhado à Central de Flagrantes (4º DP), no Setor Garavelo. Além do abuso, a polícia apura denúncias de que o suspeito teria feito ameaças de morte contra a mãe da adolescente e outras filhas da família.
Resposta das autoridades
O secretário de Segurança Pública de Aparecida, Coronel Éder Fernandes, destacou o rigor da ação.
“Recebemos essa ocorrência com a seriedade que ela exige. Assim que fomos acionados pelo Conselho Tutelar, nossas equipes atuaram de forma imediata para garantir a proteção da vítima e dar a resposta necessária diante de uma denúncia tão grave”, afirmou.
Fernandes reforçou que a atuação integrada entre escola, Conselho Tutelar e Guarda Civil “foi fundamental para assegurar que situações como essa sejam tratadas com prioridade absoluta”.
O comandante da GCM, inspetor Milton Sobral, ressaltou que o caso foi registrado como estupro de vulnerável e resistência.
“A equipe prontamente se deslocou até a unidade escolar para preservar a vítima e dar encaminhamento ao caso, adotando todas as medidas em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, declarou.
A adolescente foi acolhida e encaminhada para a realização de exames periciais. O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.

