O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou, nesta terça-feira (30/6), um conjunto de intervenções para reorganizar o trânsito no cruzamento da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco, no Setor Esplanada do Anicuns. As medidas incluem a abertura de vias laterais, readequação dos acessos, criação de novas conexões viárias e avaliação técnica completa das condições estruturais do viaduto inacabado, cuja continuidade dependerá do resultado de um novo laudo de engenharia.
Segundo Mabel, a prioridade da administração é melhorar a fluidez do tráfego em um dos principais corredores de mobilidade da capital, preservando, sempre que possível, a estrutura existente, na qual foram investidos aproximadamente R$ 20 milhões durante a gestão anterior.
“Esse viaduto é uma via importante e existe um problema estrutural nele, tanto na ponte em si quanto nas placas que sustentam o aterro. Elas não passaram nos testes de segurança. Estamos realizando estudos para verificar se é possível fazer um reforço estrutural ou, em último caso, promover a demolição do viaduto”, afirmou o prefeito.
A definição das primeiras intervenções foi baseada, segundo Mabel, em uma consulta pública realizada por meio de suas redes sociais. De acordo com o prefeito, cerca de 300 mil pessoas participaram da enquete, e a maioria apontou a abertura das vias laterais como a alternativa mais adequada para melhorar o trânsito enquanto a obra permanece sem conclusão.
Além das novas ligações viárias, a Prefeitura pretende ampliar o alcance da sincronização semafórica na região, integrando o sistema conhecido como “onda verde” às vias paralelas e perpendiculares à Avenida Castelo Branco.
“Vamos abrir as vias laterais e, como os semáforos da Castelo Branco já estão sincronizados, isso não prejudicará o fluxo da avenida. Também vamos reorganizar as ruas paralelas e perpendiculares para criar uma circulação muito mais eficiente”, explicou.
Estudos técnicos já começaram

A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) iniciou o levantamento topográfico da área, etapa considerada fundamental para a elaboração dos projetos executivos de engenharia.
O trabalho reúne informações sobre níveis do terreno, dimensões das pistas, declividades, interferências existentes e demais características necessárias para definir a solução mais adequada tanto para a mobilidade quanto para a segurança viária.
O secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, explicou que a interrupção das obras do viaduto acabou concentrando o fluxo de veículos em vias alternativas da região, especialmente na Vila Progresso.
“Desde a intervenção na Leste-Oeste, todo o fluxo que cruzava a Castelo Branco em direção à Anhanguera foi desviado para outras ruas. Um dos principais acessos passou a ocorrer pela Vila Progresso, que é uma via simples, de mão dupla, e acabou ficando sobrecarregada. Com essas intervenções, vamos redistribuir o trânsito e devolver maior fluidez para toda a região”, destacou.
O projeto prevê a implantação de uma via lateral no cruzamento entre as avenidas Leste-Oeste e Castelo Branco, além da reorganização dos acessos às ruas Missionários e Consolação, da ligação com a Rua Anicuns, no sentido Trindade, e do acesso ao Bairro Rodoviário.
A expectativa da administração municipal é concluir essa etapa das intervenções em até 60 dias, contados a partir da conclusão dos projetos e do início das obras.
Desapropriação negociada
Paralelamente às intervenções viárias, a Prefeitura avançou em uma das desapropriações necessárias para a execução do projeto.
Após constatar que parte de uma residência foi construída sobre área pública, o município firmou acordo com a moradora para construir uma nova casa dentro do próprio terreno. Pelo entendimento firmado, ela permanecerá no imóvel atual durante toda a execução da nova residência e somente fará a mudança após a conclusão da obra, garantindo o direito à moradia sem necessidade de desocupação imediata.
Futuro do viaduto dependerá de novo laudo

Enquanto executa as melhorias emergenciais no sistema viário, a Prefeitura aguarda a conclusão do novo laudo técnico que irá apontar as reais condições estruturais do viaduto da Avenida Leste-Oeste.
O estudo foi determinado pelo prefeito diante das dúvidas levantadas sobre a qualidade da execução da obra iniciada em 2023 e que permanece inacabada.
Segundo Sandro Mabel, o contrato com a empresa responsável pela construção deverá ser rescindido em razão do atual estágio da obra. Após a conclusão dos procedimentos administrativos e jurídicos, a Prefeitura pretende abrir nova licitação para contratar outra empresa, que ficará responsável pela recuperação ou conclusão definitiva da estrutura, conforme as recomendações técnicas apresentadas no laudo.
De acordo com a administração municipal, as intervenções emergenciais na malha viária, aliadas à definição técnica sobre o futuro do viaduto, têm como objetivo restabelecer a mobilidade no corredor da Avenida Castelo Branco, reduzir os congestionamentos registrados diariamente e oferecer uma solução definitiva para uma das principais obras viárias da capital.

