Hoje é 21 de julho de 2024 16:01
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Mais um avião com brasileiros repatriados de Israel chega ao Brasil

Itamaraty já colheu os dados de pelo menos 2,7 mil brasileiros interessados em deixar o Oriente Médio e voltar ao Brasil, a maioria turistas que visitavam Tel Aviv e Jerusalém
Aeronave Airbus A330 200 da Força Aérea Brasileira pousou por volta das 2h40 desta quinta-feira, no Rio de Janeiro com 214 pessoas // Foto: Força Aérea Brasileira

Mais um grupo de repatriados brasileiros procedentes de Israel desembarcou na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (12/10). O avião KC-30 (Airbus A330 200) pousou por volta das 2h40, com 214 pessoas. Este é o segundo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) trazendo brasileiros que estavam retidos em consequência do conflito entre Israel e o Hamas.

“Não sei nem como explicar o sentimento, na verdade. Chegar ao Brasil, depois do que eu passei em Israel é sem explicação. Entrar num avião da FAB em que todo mundo fala português. A gente conseguir a passagem com a FAB… Quando eu consegui a passagem eu sabia que ia dar tudo certo”, desabafou a estudante Juliana Udlis, que estava há sete meses em Israel.

Já Fernanda Rojtenberg, que mora em Tel Aviv e trabalha na área de tecnologia esportiva e marketing, disse que deixou tudo o que tinha lá para voltar ao Brasil.

“O termo psicológico que existe, com certeza é um alívio. Quando der a gente volta”.

Fernanda disse que está triste por ter deixado a casa em Tel Aviv: “A gente foi a funeral lá e viu toda a tristeza. Com certeza esse está sendo o pior momento, perder pessoas que a gente ama”.

A estudante Clara Roizenblit, que estava há dois anos em Israel, onde cursava o ensino médio, diz ser grata a todos da Embaixada Brasileira e à Aeronáutica.

“Fiquei muito, muito feliz de conseguir embarcar de volta ao Brasil. Eu falava com a minha mãe pelo telefone e pensava que não conseguiria voltar. Não tenho dinheiro para voltar para o Brasil. A minha mãe disse para eu ir para a Embaixada Brasileira que de lá eu ia conseguir voltar. Quando eu consegui cheguei na minha escola, peguei meu passaporte e tive a certeza de que voltaria para o Brasil”, relatou ao desembarcar.

“Agora eu estou indo para a minha casa com a minha mãe”, falou.

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, estava no Galeão, esperando o desembarque.

“Encerramos essa segunda etapa desse primeiro pacote. O trabalho agora é trazer os brasileiros que estão na Faixa de Gaza. Temos três embaixadores brasileiros na região e tenho certeza que nos próximos dias teremos sucesso nessa missão. Estamos baseados em Roma, aguardando para fazer o resgate. A nossa ideia é fazer cinco voos e trazer todo mundo de volta para o Brasil”.

O primeiro avião de resgate trazendo brasileiros pousou na Base Aérea de Brasília na madrugada de quarta-feira (11). O KC-30, que decolou de Tel Aviv às 14h12 (horário de Brasília) de terça-feira (10), trouxe 211 passageiros. Desse total, 107 pessoas desembarcaram em Brasília e 104 seguiram para o Rio de Janeiro em dois aviões da FAB.

O governo federal mobilizou a repatriação dos brasileiros devido ao confronto iniciado no último fim de semana entre Israel e o grupo Hamas, no Oriente Médio. Estão previstos mais quatro voos até domingo (15) na chamada Operação Voltando em Paz, coordenada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Neste primeiro momento, a estimativa é retirar 900 brasileiros que estão em Israel e na Palestina.

As próximas aeronaves com repatriados pousarão no Recife, em São Paulo e as duas últimas no Rio de Janeiro. Para o deslocamento até o destino final de cada um as passagens serão custeadas pela empresa aérea Azul. A parceria é uma articulação da Presidência da República com a companhia.

O Itamaraty já colheu os dados de pelo menos 2,7 mil brasileiros interessados em deixar o Oriente Médio e voltar ao Brasil. A maioria é de turistas que visitavam Tel Aviv e Jerusalém quando, no último sábado (7), o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, deflagrou um ataque contra o território israelense. Seguiu-se, então, forte reação militar de Israel, que passou a bombardear a Faixa de Gaza. (Com informações da Agência Brasil)

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