A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (10/6), uma mulher sob acusação de aplicar golpe no mercado imobiliário. A ação foi coordenada pelas equipes do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic).
A operação contou com o suporte do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e de agentes da 1ª Delegacia Distrital de Polícia de Trindade. Durante a ofensiva, os policiais civis também cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa da investigada.
As investigações começaram logo após uma das vítimas procurar a delegacia para denunciar a fraude. O comprador informou que havia negociado a aquisição de uma propriedade localizada no município de Trindade.
Confiando plenamente que tratava com a legítima proprietária do bem, ele realizou transferências financeiras que ultrapassaram o valor de R$ 29 mil. Pouco tempo depois, a vítima descobriu que o imóvel estava em situação irregular e que havia sido enganada.
Segundo o que foi apurado pelo Geic, a mulher utilizava uma dinâmica bem ensaiada para atrair os clientes. Ela se apresentava falsamente como proprietária ou posseira legal das propriedades disponíveis no mercado.
A suspeita elaborava e celebrava os contratos particulares de compra e venda com os interessados. Além disso, ela exigia que todos os pagamentos fossem feitos diretamente em contas bancárias de sua própria titularidade.
Assim que as quantias combinadas caíam na conta, o comportamento da mulher mudava de forma drástica. Ela simplesmente deixava de cumprir qualquer obrigação assumida nas cláusulas do documento e não entregava os bens.

Para completar o golpe, a investigada passava a ignorar completamente as mensagens e ligações telefônicas dos compradores. Ela bloqueava as vítimas para dificultar ao máximo qualquer tipo de contato ou cobrança posterior.
Durante os levantamentos e o cruzamento de dados, as diligências revelaram que o caso de Trindade não foi um episódio isolado. A mulher possui uma extensa ficha criminal com diversos registros policiais por fatos semelhantes.
Esses crimes foram praticados em diferentes estados do país. O histórico detalhado evidenciou uma atuação criminosa de caráter itinerante e a prática reiterada de graves fraudes contra o patrimônio alheio.
Justiça autorizou medidas cautelares
Diante da gravidade da situação e do risco de novas fraudes, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares. Os pedidos receberam o aval do Ministério Público e foram decretados pelo Poder Judiciário.
Com a prisão efetuada, as equipes recolheram na residência da investigada materiais importantes para a continuidade do caso. Os objetos eletrônicos e documentos apreendidos serão fundamentais para o aprofundamento das investigações.
A mulher, que não teve a sua identidade divulgada pelas autoridades locais, passou pelos exames médicos de praxe. Ela foi encaminhada ao sistema prisional do estado e permanece agora à disposição da Justiça.

