A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (2/58), a Operação Lastro Oculto com objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em receptação, adulteração de veículos e lavagem de dinheiro.
A ofensiva estratégica mirou um grupo com forte histórico de crimes patrimoniais, que atuava de forma coordenada nos estados de Goiás e São Paulo.
Durante a ação, as equipes policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia. Os alvos incluíram residências dos suspeitos, galpões e estabelecimentos comerciais utilizados para dissimular as atividades ilícitas.
A operação recolheu celulares e documentos essenciais que agora passam por análise detalhada do setor de inteligência. Todos serão devidamente periciados pela Polícia Técnico-Científica.
As investigações revelaram que os suspeitos compravam imóveis e abriam empresas nos setores de reciclagem, transporte e ferros-velhos para lavar o dinheiro do crime. Para esconder o patrimônio acumulado e ocultar os verdadeiros donos dos negócios, o grupo utilizava parentes e terceiros como intermediários, os chamados “laranjas”.

O saldo imediato das buscas confirmou as suspeitas dos investigadores. Os policiais apreenderam duas peças veiculares com registro de furto ou roubo. Além disso, as equipes identificaram três caminhões e uma motocicleta com sinais de identificação visivelmente adulterados, que foram encaminhados diretamente para perícia técnica.
A operação foi coordenada Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA). A ação contou com suporte tático do Grupo Tático 3 (GT3), da Divisão de Operações Aéreas (DOA), com uso do helicóptero da Polícia Civil, e do Laboratório de Identificação Veicular (LIV) da Polícia Técnico-Científica.
Os trabalhos policiais continuam em andamento com a análise de todas as provas colhidas para identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa e apontar a participação individualizada de cada integrante do esquema. O portal NG acompanha os desdobramentos.
Os nomes dos investigados não foram liberados por precaução às restrições legais.

