Hoje é 16 de setembro de 2026 07:50

PCGO desarticula grupo que movimentou R$ 4,8 milhões clonando bancos

Ação prendeu 13 pessoas e bloqueou R$ 1,9 milhão em bens de organização criminosa que criava páginas falsas na internet para atrair vítimas
Agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) durante operação contra fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro // Fotos: Divulgação PCGO

Uma megaoperação da Polícia Civil de Goiás desarticulou, nesta terça-feira (19/5), um grupo criminoso interestadual especializado em golpes virtuais e lavagem de dinheiro. Sob a coordenação da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DERCC), as ordens judiciais contra os suspeitos foram cumpridas em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão domiciliar. Para desestruturar financeiramente a organização, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,9 milhão em bens e valores dos investigados.

Durante as buscas, 13 pessoas foram presas no total. Além dos 11 alvos preventivos, duas pessoas foram detidas em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Com elas, os policiais apreenderam cerca de 10 quilos de maconha.

O grupo operava um esquema sofisticado de phishing bancário. Eles criavam páginas falsas de uma instituição financeira digital e pagavam por anúncios em plataformas de busca. A estratégia garantia que os links fraudulentos aparecessem nos primeiros resultados da internet.

Durante as buscas, policiais apreenderam cerca de 10 quilos de maconha e prenderam duas pessoas em flagrante por tráfico

Enganadas pelos anúncios, as vítimas acessavam o ambiente clonado pensando ser o site legítimo do banco. Ao digitarem suas credenciais e validarem QR Codes, os criminosos capturavam os dados em tempo real.

Essa técnica, conhecida como session hijack (sequestro de sessão), permitia que os golpistas assumissem a conta real do usuário. A partir daí, eles realizavam transações indevidas e transferências via PIX para contas de intermediários.

As análises financeiras revelaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões. O rastreamento apontou dezenas de conexões entre os investigados, empresas e terceiros usados para dispersar o dinheiro. Os nomes dos presos e do banco afetado não foram divulgados.

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