A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias da morte de uma menina de 2 anos, registrada na quarta-feira (4/11), em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. A criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) do bairro Lago Azul em parada cardiorrespiratória e apresentava múltiplas lesões pelo corpo. O padrasto, de 23 anos, foi detido em flagrante no local.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar de Goiás (PMGO) depois que a equipe de saúde identificou sinais de violência durante o atendimento. O homem foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, acompanhado da mãe da criança, que também prestou depoimento para auxiliar no esclarecimento dos fatos.
As circunstâncias da morte passaram a ser investigadas a partir das informações reunidas no atendimento médico e dos relatos apresentados por familiares. Segundo o material divulgado sobre o caso, parentes afirmaram que já haviam percebido hematomas e outras alterações no corpo da menina nas semanas anteriores.
De acordo com os relatos apresentados à polícia, as marcas teriam sido observadas havia aproximadamente duas semanas. Na ocasião, o padrasto teria atribuído os sinais a possíveis reações alérgicas. O avô paterno da criança afirmou ter feito registros fotográficos das lesões antes da morte da neta.
A presença de familiares na unidade de saúde também foi marcada por tensão. Conforme as informações da ocorrência, o avô tentou se aproximar do investigado dentro da UPA, mas foi contido pelos policiais que acompanhavam o atendimento.
Em sua versão inicial, o homem teria afirmado às autoridades que a criança sofreu um acidente doméstico e caiu durante o banho. A hipótese apresentada pelo investigado, entretanto, deverá ser confrontada com os elementos médicos e periciais reunidos durante a investigação.
A Polícia Militar informou que as lesões identificadas pela equipe de saúde levantaram dúvidas sobre a possibilidade de uma queda acidental. A corporação também relatou que o homem possui registros policiais anteriores, informação que não representa, por si só, comprovação de envolvimento nos fatos investigados.
Laudos devem esclarecer causa da morte
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e verificar a possível ocorrência de maus-tratos ou outras formas de violência contra a criança. A conclusão dos exames periciais e necroscópicos será fundamental para determinar a causa do óbito e contribuir para a reconstrução dos acontecimentos.
Outro ponto a ser esclarecido é se as lesões percebidas anteriormente foram comunicadas a algum órgão de proteção ou autoridade competente. Os relatos dos familiares deverão ser analisados em conjunto com os demais elementos reunidos pelos investigadores.
O homem foi detido em flagrante e permanece submetido aos procedimentos legais. A investigação deverá avaliar as circunstâncias da ocorrência e a eventual responsabilidade criminal do suspeito. Até que haja conclusão do procedimento e decisão judicial, prevalece a presunção de inocência.
Por envolver uma criança de apenas 2 anos, a divulgação do caso também exige atenção à proteção de sua identidade e à privacidade dos familiares. Informações pessoais que possam ampliar a exposição da vítima devem ser preservadas durante a apuração.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os resultados dos exames técnicos para esclarecer o que provocou a morte e verificar as circunstâncias das lesões identificadas no corpo da menina.

