A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizaram nesta terça-feira (26/5) a Operação Instituto Amigo. A ação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de gestão nos hospitais de campanha de Luziânia e Formosa durante a pandemia de Covid-19.
As investigações apontam que o grupo usava propostas comerciais forjadas para simular concorrência. A suspeita é de que os envolvidos direcionavam as contratações para a entidade gestora alvo da operação.
Auditorias também identificaram despesas incompatíveis com a realidade. Havia pagamentos recorrentes por insumos e plantões médicos fictícios que nunca aconteceram.
Policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens.
Os alvos responderão por fraude contratual, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ainda não há detalhes se os contratos eram municipais, estaduais ou federais.
Os nomes dos envolvidos e o valor total do rombo seguem em sigilo para não atrapalhar o caso. Todo o material apreendido passará por perícia para mapear o destino do dinheiro.

