A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (6/7), a Operação Véu de Maia para desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas operado por meio de apostas ilegais. Ao todo, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Em Goiás, a ofensiva cumpre um mandado em Goiânia e outro em Aparecida de Goiânia, tendo duas pessoas como alvos diretos das investigações. Os outros sete mandados são cumpridos nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre e Canoas (RS).
As investigações começaram a partir de dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que monitorou e identificou os indícios de exploração irregular em maio de 2025. Na ocasião, a pasta solicitou o bloqueio dos sites ilegais e acionou a Polícia Federal.
O monitoramento apontou a existência de 87 empresas suspeitas de atuarem como “laranjas”. Essas firmas eram utilizadas para intermediar a movimentação financeira de operadores clandestinos de bets, ocultando a origem do dinheiro para dar uma aparência legítima às transações.
Além da movimentação em território nacional, a PF apura a remessa irregular de fundos para o exterior utilizando criptoativos. A suspeita é de que o grupo utilizava as moedas digitais em uma estrutura sofisticada de ocultação patrimonial e circulação internacional de valores.
Segundo a PF, o nome da operação — Véu de Maia — faz referência ao conceito hindu de “ilusão”, aludindo à falsa legalidade criada pelas empresas de fachada para encobrir o destino real do dinheiro. Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

