A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quinta-feira (7/5), uma operação que resultou na prisão de quatro pessoas e no cumprimento de cinco mandados de busca. A ação, coordenada pela Deic (GAB/Garra), mirou um esquema de associação criminosa, corrupção e furto de energia na zona rural de Jussara, no Noroeste goiano.
As investigações revelaram que empresários corromperam um funcionário da concessionária para emitir ordens de serviço fraudulentas. O objetivo era viabilizar a instalação irregular de medidores em uma fazenda que já utilizava ligações clandestinas.
O esquema contava também com um eletricista terceirizado, que dava baixas falsas no sistema para entregar os equipamentos. Durante a ofensiva, técnicos da Equatorial e a Polícia Técnico-Científica removeram as irregularidades.
A PCGO segue apurando o caso para identificar novos envolvidos.
Equatorial repudia eventual participação de empregado
Em nota, a Equatorial Goiás informou que acompanhou e apoiou a operação conduzida pelas autoridades policiais para apuração de furto de energia e outros crimes associados.
A concessionária do serviço público de energia declarou que não compactua com fraudes ou qualquer intervenção irregular no sistema elétrico e reforça que condutas ilícitas identificadas são apuradas com rigor, com adoção das medidas cabíveis, em conformidade com os protocolos internos e a legislação vigente.
“Em relação a eventual colaborador e terceiros envolvidos, a empresa informa que todas as providências pertinentes serão adotadas, observados o devido processo legal e os procedimentos corporativos aplicáveis”, diz trecho da nota (veja íntegra ao final).
Rigor da lei: quase 200 prisões por furto de energia
A repressão ao furto de energia em Goiás atingiu um novo patamar com a integração entre a segurança pública e a inteligência da Equatorial. Em 2025, foram efetuadas quase 200 prisões em flagrante, desmantelando desde “gatos” em áreas nobres até fraudes complexas no setor rural.

O cerco foi fortalecido pela Lei nº 15.181/2025, que elevou a pena para furto qualificado de equipamentos elétricos para até oito anos de reclusão. O foco das operações concentra-se em polos como Goiânia, Aparecida e Anápolis, onde o crime compromete a estabilidade da rede.
Além da punição criminal, as autoridades buscam estancar perdas que somaram 22,47 GWh em um ano. A medida é tratada como prioridade de segurança pública para eliminar riscos de incêndios e acidentes fatais causados pelas ligações clandestinas.
Íntegra da nota da Equatorial Goiás
“A Equatorial Goiás repudia veementemente qualquer desvio de conduta, especialmente práticas ilícitas que contrariem os princípios éticos, legais e operacionais da companhia, e informa que acompanhou e apoiou a operação conduzida pelas autoridades policiais para apuração de furto de energia e outros crimes associados no estado de Goiás.
A distribuidora esclarece que não compactua com fraudes ou qualquer intervenção irregular no sistema elétrico e reforça que condutas ilícitas identificadas são apuradas com rigor, com adoção das medidas cabíveis, em conformidade com os protocolos internos e a legislação vigente.
Em relação a eventual colaborador e terceiros envolvidos, a empresa informa que todas as providências pertinentes serão adotadas, observados o devido processo legal e os procedimentos corporativos aplicáveis.
A Equatorial Goiás destaca ainda que o furto de energia é crime, conforme previsto no artigo 155, §3º, do Código Penal Brasileiro, que equipara a energia elétrica à coisa móvel para fins penais. Além de ilegal, essa prática representa elevado risco à segurança da população e pode provocar acidentes graves, curtos-circuitos, incêndios, interrupções no fornecimento e danos à rede elétrica, impactando diretamente os consumidores que utilizam o serviço de forma regular.
A concessionária reforça que mantém ações permanentes de fiscalização e combate às irregularidades, em atuação integrada com os órgãos de segurança pública e equipes técnicas especializadas, com foco na preservação da segurança, da qualidade do fornecimento de energia e da integridade do sistema elétrico.
A Equatorial Goiás ressalta ainda a importância da colaboração da população no combate às fraudes e irregularidades. Denúncias podem ser realizadas de forma anônima por meio da Central de Atendimento, no telefone 0800 062 0196.
A distribuidora permanece à disposição das autoridades competentes e seguirá contribuindo com as investigações.”

