O prefeito de São Simão, Wallisson Freitas (Podemos), foi solto após determinação da Justiça. Ele havia sido preso na última quarta-feira (24/6) durante a Operação Carreta Ardilosa, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), que investiga supostas fraudes em licitações, desvio de recursos e irregularidades em contratos de unidades móveis de saúde firmados em 2023.
A concessão da liberdade provisória foi confirmada pelo advogado Juliano Azambuja, integrante da defesa do chefe do Executivo. O benefício foi condicionado ao pagamento de uma fiança equivalente a dez salários mínimos. Segundo o defensor, o valor estipulado em juízo foi devidamente recolhido, permitindo a liberação do gestor após a expedição do alvará.
No início da tarde desta sexta-feira (26/6), Wallisson Freitas utilizou suas redes sociais para se pronunciar publicamente e esclarecer os fatos aos moradores de São Simão e do distrito de Itaguaçu. No vídeo, o prefeito minimizou os impactos das vistorias e explicou que o material recolhido pelas autoridades limita-se à papelada do processo administrativo da “Carreta da Saúde”, contratada no início de seu mandato para zerar as filas da rede pública.
“Eles vieram fazer essa busca e apreensão, constataram de fato que na minha casa não tinha nada, aqui no meu gabinete também não, e pegaram a documentação que diz respeito a esse procedimento e agora vai ser apurado”, declarou o prefeito, reforçando que todas as informações contratuais já haviam sido prestadas ao Ministério Público anteriormente.
O prefeito fez questão de separar o foco principal da operação policial do desdobramento flagrancial que motivou sua detenção na delegacia, detalhando que a apreensão de duas armas em sua residência não possui vínculo com suas funções institucionais à frente da prefeitura.
“A prisão feita do Wallisson foi por conta das duas armas, a busca e apreensão foi por conta do procedimento licitatório da carreta da saúde; vai ser esclarecida uma situação e a outra também. Eu deixo a população de São Simão e Itaguaçu tranquila no que diz respeito à lisura daquele procedimento”, concluiu o gestor.
Apesar da soltura de Freitas, os desdobramentos da Operação Carreta Ardilosa não foram encerrados. O inquérito policial segue em andamento sob a coordenação da Polícia Civil de Goiás para analisar os documentos recolhidos e apurar as responsabilidades financeiras e administrativas dos contratos alvos da denúncia.

