Hoje é 16 de setembro de 2026 03:43

Procon apreende mais de duas mil figurinhas falsas da Copa em Goiânia

Pacotes eram vendidos no Centro como compatíveis com o álbum oficial de 2026, mas apresentavam papel e impressão de baixa qualidade
Pacotes e figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026 que foram apreendidos pelo Procon Goiás em lojas do Setor Central, em Goiânia // Fotos: Divulgação Procon Goiás

O Procon Goiás apreendeu 324 pacotes de figurinhas supostamente falsificadas da Copa do Mundo de 2026 durante fiscalização realizada na última terça-feira (23/6), em dois estabelecimentos comerciais do Setor Central, em Goiânia. Ao todo, foram recolhidos 2.268 cromeados que eram vendidos ilegalmente como compatíveis com o álbum oficial do mundial.

Os itens chamaram a atenção dos fiscais por serem comercializados a R$ 4, valor bem abaixo dos R$ 7 praticados pelo fabricante oficial no mercado. Além do preço suspeito, os comerciantes não apresentaram nota fiscal das mercadorias. Nas redes sociais das lojas, o produto era anunciado como original, o que pode configurar propaganda enganosa e induzir o consumidor ao erro sobre a autenticidade do material.

Durante a vistoria, a equipe técnica constatou divergências nítidas na qualidade do papel e da impressão em comparação com as figurinhas produzidas pela editora licenciada pela Fifa. De acordo com o Procon, a venda desses produtos viola o direito do consumidor à informação adequada e clara.

O superintendente do Procon Goiás, Marco Aurélio Xavier, detalha os principais sinais que ajudam a população a identificar a fraude diretamente no ponto de venda.

“O envelope das figurinhas falsificadas é mais duro, semelhante a uma cartolina, enquanto o original é mais maleável e com cores mais vivas”, explicou.

O chefe do órgão de defesa do consumidor também aponta características específicas encontradas no verso das próprias imagens dos jogadores.

“Também observamos que o verso das figurinhas apreendidas é mais amarelado e o material mais grosso, o que facilita a identificação pelo consumidor”, completou.

Para evitar prejuízos, o órgão orienta os colecionadores a priorizarem a compra em locais tradicionais, como bancas de revistas, papelarias e livrarias reconhecidas. No ambiente virtual, o cuidado deve ser redobrado: a recomendação é checar o CNPJ da empresa antes de fazer pagamentos por Pix, utilizar cartões virtuais e desconfiar de pacotes raros ou coleções completas com preços muito baixos.

Consumidores que flagrarem irregularidades podem registrar denúncias diretamente ao Procon Goiás pelos telefones 151 ou (62) 3201-7124, além do Portal Expresso na internet.

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